domingo, 19 de junho de 2011

Bebê de 5 meses vitima de abuso sexual tem morte cerebral


Um bebê de quatro meses teve morte cerebral decretada no primeiro exame realizado na tarde de ontem, no Hospital Materno-Infantil em Goiânia (HMI). A criança teria sido violentada sexualmente. Ele estava internado desde o dia 9 em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A polícia investiga o pai da criança como principal suspeito de praticar a violência. O menino continua na UTI respirando por meio de aparelhos. Os médicos aguardam o resultado do segundo exame que deve constatar morte cerebral .
Diretor-geral da unidade, César Gonçalves Gomes disse que a criança passou por exame do Instituto Médico Legal (IML). O laudo deve ficar pronto em 30 dias. Avaliação preliminar, segundo o médico, indicou conjunção carnal nos órgãos genitais do menino. “Existiam indícios de violência sexual”, relatou o médico. A criança ainda teria dado entrada no centro clínico com graves traumas na região da cabeça e partes do corpo.
Na tarde de ontem, o pai, que estava fazendo a visita ao filho no HMI, foi detido por policiais militares e encaminhado à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Aparecida de Goiânia (DPCA). Na delegacia, foi registrado um Boletim de Ocorrência. Ele não foi preso porque não configurava flagrante.

Fonte: http://www.diariodointerior.com.br/seg/74-seguranca/2125-bebe-de-5-meses-vitima-de-abuso-sexual-tem-morte-cerebral.html

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nova ferramenta contra pedofilia


O combate à exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet vai ganhar mais um instrumento para melhorar o trabalho de investigações. O Centro Nacional de Proteção Online à Criança e ao Adolescente (Cenapol), que será lançado no mês que vem, vai reunir dados sobre os casos de abuso e exploração pela internet.

De acordo com o gerente do projeto e delegado da Polícia Federal, Stenio Sousa, a ideia é concentrar em um único local informações colhidas pelas polícias Federal, Civil e Militar, evitando duplicidade nas investigações. Outra linha de atuação prevê treinamento de agentes para identificar como os agressores operam na internete o perfil das vítimas.

Atualmente, não se sabe, por exemplo, o número de sites usados no país para pornografia e e exploração sexual, disse o delegado que participou hoje (13) de um encontro com autoridades canadenses sobre o combate à violência sexual infantojuvenil pela internet, promovido pela organização internacional Proteção da Criança e do Adolescente (CPP).

Sousa afirmou que o treinamento e a integração de dados deve começar pelo Distrito Federal, por São Paulo e pelo Rio de Janeiro. A implantação em todo o país está prevista até 2016. No entanto, o lançamento do Cenapol não significa que o centro sairá efetivamente do papel. Segundo o delegado, os recursos ainda não estão garantidos. “Estamos em busca dos recursos. Esperamos que venham do Pronasci [Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania]”, disse

“A Escola de Mãos Dadas Contra a Pedofilia”

projeto “A escola de Mãos Dadas Contra a Pedofilia”, é uma iniciativa do maior expoente da luta contra a pedofilia em MT o diretor do portal Todos Contra a Pedofilia, João Batista de Oliveira, por meio da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, no comando da professora e ex deputada estadual, Zilda Pereira Leite de Campos, o diretor destacou que apresentou o projeto a secretaria onde a mesma vai analisar e posteriormente vai nos responder sobre a parceria.

É notório que as crianças passam grande parte do dia na escola. Por este motivo os professores são pessoas muito próximas e conhecem bastante o cotidiano dos alunos, percebendo neles mudança

s de comportamento, como: nível de socialização, rendimento, estado de humor, etc. Além disso, são detentores de grande confiança por parte de seus alunos e de toda a comunidade. Este fator é preponderante na detecção de possíveis abusos que as crianças estejam sofrendo, principalmente aqueles que se referem à pedofilia.

Neste sentido, o projeto “A escola de mãos dadas contra a pedofilia” vem de encontro a este potencial inerente ao professor, de ser um dos primeiros participantes da rede social de apoio a ter conhecimento da situação pela qual esteja passando a criança que está sob os seus cuidados. Pretende-se com isto oferecer ao professor subsídios que o prepare ao ser surpreendido com a criança vítima da pedofilia, desde a abordagem até o acionamento de todos os membros da rede. O professor, ao perceber mudanças significativas e repentinas, poderá dispor de um preparo e poderá contar com a equipe gestora de sua instituição e, principalmente, do Serviço de Orientação Educacional.

Fonte: http://mundoconectado.net/?p=3051

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Internet facilita abusadores sexuais a escolherem suas vítimas.

No curso que eu ministrei em Paulínis sobre Abuso Sexual e Pedofilia.
Um dos tópicos eu tentei mostrar para os participantes que a internet hoje é facilitadora para que os abusadores façam suas buscas em prol de arrecadar suas vítimas.
As redes sociais, (ORKUT, FACEBOOK E OUTRAS), ajudam nessa busca, pois fotos e vídeos são postados e mostram as intimidades de cada criança e ou adolescente. Um Pedófilo ou abusador ao ver certos tipos de fotos, algumas posições eróticas, tem a sua libido aguçada e começam a criam desejos e sonhos com essas crianças.

Um caso recente que estourou na mídia, me fora enviado por e-mail por um dos participantes do curso, para que eu pudesse ver as fotos que foram divulgadas e fazer um comparativo com o que eu falei no curso.

Não estou afirmando que fora isso que ocorreu no caso usado aqui como exemplo. Mas utilizo-as para demonstração de como funcionaria um caso onde o Abusador não conhece sua vítima.

Trata-se da Paternidade do Neymar. Jogador de Futebol.
As fotos são exatamente como eu havia comentado no curso.

Vejamos:






Conselheiros Tutelares de Catanduva - SP , comentam em sua cidade o que aprenderam em Paulínia - SP no curso de Capacitação.


sexta-feira, 20 de maio de 2011
Conselho tutelar participa de curso de capacitação em Paulínia


Conselheiros Tutelares de Catanduva foram à cidade de Paulínia, na última quarta-feira, participar de um curso de capacitação sobre Abuso Sexual e Pedofilia.

Com duração de oito horas, o curso foi ministrado pelo Perito Criminal e Detetive Josecler Alair de Oliveira.

Segundo informações dos conselheiros, foram abordados inúmeros assuntos, entre eles destacam-se “A Diferença entre Pedófilo e Abusador”, “Como age o abusador”, “Incesto e Abuso Sexual”, “Síndrome do Segredo da Criança” e “A Internet como facilitadora”.

De acordo com o conselheiro Marcelo Ono, também foram apresentados vídeos sobre os casos recentes registrados no país. “O curso trouxe novas ferramentas de trabalho para usarmos durante os atendimentos e também nas palestras feitas nas escolas”.

Ele também afirmou que os participantes do curso debateram assuntos que diferenciam o pedófilo do abusador, além de dicas sobre a internet relacionadas à pedofilia.

“O palestrante trouxe um material rico para ser mostrado aos participantes, principalmente por ele trabalhar na cidade do Rio de Janeiro e em Minas Gerais como assistente técnico pericial. Os conteúdos foram fundamentais para acrescentarmos em nosso trabalho”.

No final do curso, todos os conselheiros receberam um certificado. O conselheiro Evandro Seminatti ressaltou que o conteúdo do curso será usado nos atendimentos. “Teremos mais facilidades para adequar os assuntos debatidos nos casos que atendemos no Conselho Tutelar de Catanduva”.

Além deles, o conselheiro Wilson Anastácio também participou do curso.

Fonte: Conselheiro Marcelo Ono, via e-mail.

sábado, 21 de maio de 2011

Louraça Belzebu sofreu violência sexual aos 7 anos. Crime seria vingança contra parente que abusou da assassina.

Eu acho que este caso está muito estranho...
Não quero dar meu parecer pois eu não lí os autos. Mas tem muita informação desencontrada.
Acho que vou lá pedir a DRª Delegada pra deixar eu ver o inquérito.
Mas a desculpa não minimiza o crime.
Se na hora do crime ela viu um parente que abusou dela aos 7 anos, ela o matou dentro de um suposto surto psicótico, sendo assim, ela não iria lembrar de como praticou os atos executórios, ainda mais utilizando-se do auxílio do cinto.
Vamos conferir a matéria e o desenrolar dessa história.
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Antes de se entregar à polícia, estudante deu um trato no visual e mudou o corte de cabelo

A estudante Verônica Verone de Paiva, 18 anos, que confessou ter matado o amante, o empresário Fabio Gabriel Rodrigues, 33, num motel em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, entregou-se à polícia. Com a prisão temporária determinada pela Justiça, ela prestou depoimento na 77ª DP (Icaraí) por mais de cinco horas e disse ter cometido o crime porque o parceiro tentou estuprá-la. A polícia encontrou contradições entre o relato de ontem e o que a jovem prestou sábado, horas depois de enforcar Fabio com um cinto.

Verônica chegou à 77ª DP com o cabelo mais curto e com tom de louro mais escuro que no último sábado. De acordo com o advogado de defesa, Rodolpho Thompson, era necessário ‘preservar a imagem' da jovem.

Segundo a delegada Juliana Rattes, a jovem sequer percebeu ter dado detalhes - como a roupa que usava na noite do crime e a forma como o corpo de Fábio caiu depois que ela o empurrou - que eram contraditórios. "Ela afirmou que arrastou o corpo da vítima, que teria vomitado, até a escada que leva à garagem. A perícia não encontrou qualquer sinal de arrastamento. Vamos aguardar os laudos cadavérico, de local e toxicológico, além de ouvir outras pessoas. Não está descartada uma reconstituição. Gostaria de fazer isso dentro do prazo da prisão temporária, de cinco dias, mas isso depende da burocracia", afirmou a delegada, que também investiga se há outras pessoas envolvidas no crime.

Fonte: http://one.meiahora.com/noticias/loura-que-enforcou-o-amante-ja-ta-na-tranca_2971.html


Advogado diz que trauma 'veio à tona' e fez estudante matar empresário no motel. Laudo não aponta sinais de enforcamento no corpo de Fábio

O advogado Rodolfo Thompson, que defende Verônica Verone de Paiva, 18 anos, assassina confessa do empresário Fábio Gabriel Rodrigues, 33, afirmou ontem que sua cliente pensou estar se vingando de um parente - que teria abusado sexualmente dela há mais de uma década - quando cometeu o crime. Laudo preliminar contradisse a versão da jovem para a forma como executou a vítima.

"O fato é que a Verônica foi abusada sexualmente quando tinha 7 anos por um familiar. Ela matou o Fábio, mas não tinha a intenção de matar o Fábio. No momento, ela viu esse familiar. O trauma veio à tona, e não era a Verônica, a menina de 7 anos do passado", disse Thompson.

De acordo com a delegada Juliana Rattes, da 77ª DP (Icaraí), o laudo preliminar de local não apontou nenhum sinal externo de enforcamento no corpo de Fábio - em seu depoimento, Verônica disse que matou o amante enforcando-o com um cinto. No entanto, antes de bater o martelo sobre a causa da morte, a polícia aguarda o laudo cadavérico da vítima, que deve ficar pronto ainda esta semana.

"O laudo de local ampliou a investigação, traçando outras linhas, que ainda não podemos divulgar. Ainda não descartamos a hipótese de uma terceira pessoa. Nos autos, não há nada que aponte essa participação, mas de acordo com os relatos e fatos já colhidos pela delegacia, não podemos ignorar essa hipótese", disse a delegada.

Mãe usa máscara

A mãe de Verônica, Elizabeth Verone, prestou depoimento, na tarde de ontem. Ela chegou à delegacia usando uma máscara cirúrgica, numa tentativa de não ter o rosto fotografado. Segundo a delegada, o depoimento de Elizabeth contradiz a versão dada pela filha. "A mãe de Verônica disse que Fábio não passou um mês em sua casa, como a acusada já havia dito antes", disse Juliana.

'Meu tio não era drogado'

Para a família de Fábio, a versão de Verônica é mentirosa. "Meu tio não era drogado. Nunca usou droga. Nem cigarro fumava. Qualquer pessoa que for a Itaipuaçu e perguntar saberá que Verônica tem a fama de garota de programa. A relação deles nunca foi um namoro. Era um jogo de interesses. Ela queria dinheiro, e ele sexo. Precisamos da verdade para trazer conforto de volta à família", afirmou um sobrinho.

Fonte:http://one.meiahora.com/noticias/louraca-belzebu-sofreu-violencia-sexual-aos-7-anos_2989.html

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Paulínia - SP Curso e Palestra - Abuso Sexual e Pedofilia.



Estive em Paulínia - SP, ontem, dia 18 de Maio, onde tive a honra de Ministrar um curso de Capacitação, sobre ABUSO SEXUAL E PEDOFILIA.
O curso aconteceu na Sala de Imprensa do Paço Municipal, das 08:00 as 17:00hs.
Além da organização e participação da equipe da SECA, (Secretaria da Criança e do Adolescente), tivemos também a participação de 25 cidades do interior de São Paulo. Como representantes: Conselheiros tutelares, Psicólogos, Professores, guarda municipal, assistentes sociais e outros profissionais.
Tivemos um dia proveitoso e participativo. Encantou-me ver a sede de conhecimento que há no meio da sociedade e a forma com que as pessoas se expressam ao tomarem ciência desse assunto que é Ímpar para os profissionais alí presentes.

Na parte da noite, fiz uma pequena palestra no salão da Câmara Municipal de Paulínia, momento este que oficialmente abriu a Campanha contra exploração sexual e violência contra a criança e o adolescente.
A população se fez presente, pais, mães, jovens, representantes da câmara municipal, associações de bairros.

Bom, espero ter conseguido plantar nessas pessoas participantes, uma sementinha e desejo que essa semente, cresça, floresça e dê frutos para um futuro onde nossas crianças e adolescentes sejam livres de abusos, de dores e vivam em paz...

CARINHO DE VERDADE!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Curso e Palestra

Sigo hoje para o interior de São Paulo, mais precisamente, Paulínia, onde irei ministrar um curso e uma palestra sobre Abuso Sexual e Pedofilia.

Espero que meu estudo, minhas pesquisas e minha forma de passar o assunto, possa servir de utilidade para uma sociedade que não consegue encarar seus problemas de frente.

Vamos a luta e seja o que Deus quiser...
Obrigado aos amigos que me deram força!

terça-feira, 3 de maio de 2011

O velho tirocínio policial ainda sobrevive.

É no tempo da carreira da profissão de cada um que se desenvolve o drama da transformação para o alcance da sua melhor capacidade de discernimento.

Através do prático aprendizado e da experiência adquirida no exercício da sua atividade, o policial que anda na linha de frente contra o avanço da criminalidade, obtêm o poder de percepção e faculdade sensorial que vai além dos cinco sentidos habituais para captar detalhes fundamentais na prevenção ou repressão ao crime.

Policiais ganharam notoriedade no passado trabalhando somente com as informações colhidas e desenvolvidas através do tirocínio policial, vez que as provas técnicas da época ainda se arrastavam a passos lentos em ajuda nas diversas ações investigativas. Muitos deles ficaram famosos e respeitados pelo povo das suas cidades desvendando crimes até então considerados difíceis de resolução. Eram os chamados craques da polícia que com suas percepções aguçadas sempre alcançavam resultados satisfatórios.

O tirocínio policial advindo do discernimento mental de se perceber que alguma coisa está errada, que algo não se encaixa, que alguém está mentindo, que há algo inventado, arquitetado ou montado relativo a determinada ação para encobrir ou dificultar a resolução de determinados crimes, sempre trouxe e continua trazendo bons frutos na repressão ao crime.

A investigação criminal possui natureza interdisciplinar e por isso exige a participação de diversos atores e, em assim sendo, consolida-se a posição de que continua havendo o lugar para o velho e bom tirocínio policial.

Com a experiência policial é que sentimos que o incremento da investigação criminal e a qualidade das provas colhidas melhor ocorrem quando os crimes passam a ser enfrentados com a integração entre a polícia e a própria comunidade, ou seja, a cooperação mútua e troca de informações voltados à repressão da criminalidade.

É bem verdade, como não poderia deixar de ser, que com os diversos mecanismos técnicos e tecnológicos que possuímos atualmente, os principais e mais adiantados países do mundo estão combatendo a criminalidade e realizando as melhores investigações investindo em planos relacionados e interligados à inteligência policial, junto com a perícia técnica verdadeiramente aguçada e equipada e, é dentro deste contexto que o Brasil também deve caminhar ao mesmo tempo em que não pode e nem deve desprezar o velho tirocínio policial como bom ponto de apoio.

A inteligência policial que é a atividade que tem por objetivo analisar e produzir conhecimentos de interesse da segurança pública e que atua sobre fatos e situações de imediata ou potencial influencia da criminalidade, busca também o controle de delitos sociais e o assessoramento às ações das polícias, dentre os quais a investigação criminal, mostra-se também em alinhamento com o tirocínio policial.

Concluímos assim que o famoso faro policial, o tino policial, ou seja, o tirocínio policial sempre revelou o seu valor no combate ao crime e em toda e qualquer resolução investigativa do passado, do presente e com certeza também será no futuro em somação com o que de mais evoluído tivermos.

Por: Archimedes Marques (delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) – archimedes-marques@bol.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pesquisa do ISP revela que crianças e adolescentes representam 53,5% das vítimas de estupro contra a mulher em 2010.

Eu fico indignado quando abro os jornais para me manter informado do que anda acontecendo no mundo e logo de cara depara-me com notícias estarrecedoras. Sempre fui ligado nas notícias políciais e por outro lado as estatísticas sempre me deram medo.

Mais medo eu tenho, quando ao ver as estatísticas, vejo que a sociedade sofre e as autoridades não fazem nada para prevenir os acontecimentos. Falar de casos ocorridos é fácil, não precisamos de muito, basta só contarmos: um morto, dois assaltados, uma estuprada, três latrocínios e assim vamos. Mas o que fazemos, o que a sociedade faz ou o que o "governo" está fazendo para prevenir esses casos? O que podemos fazer? Por onde começar?

Seria melhor fazermos caixinhas de sugestões e espalha-las pelo país? Ou iniciarmos com retaliações ao mundo do crime começando a curar as feridas na base da sociedade atravéz da educação? Será que se houvesse um acompanhamento psicológico nas escolas primárias as pessoas seriam diferentes?

Bom... Enquanto não fazemos nada, vamos continuar a ler os jornais com números absurdos.

Segue abaixo matéria publicada no jornal O GLOBO hoje.

Pesquisa do ISP revela que crianças e adolescentes representam 53,5% das vítimas de estupro contra a mulher em 2010
Publicada em 28/04/2011 às 23h45m
Sérgio Ramalho

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/28/pesquisa-do-isp-revela-que-criancas-adolescentes-representam-53-5-das-vitimas-de-estupro-contra-mulher-em-2010-924345047.asp#ixzz1Kuu5ipCw
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RIO - A adolescente F., de 13 anos, cresceu em um ambiente marcado pela violência. Sem conhecer o pai, assistia à mãe sofrer agressões do avô alcoólatra até que, numa madrugada, virou alvo da brutalidade dele. Bêbado, ele a estuprou. No ano passado, outras 2.006 meninas, com menos de 14 anos, foram vítimas de violência sexual no estado, vivendo drama semelhante. O número representa 53,5% dos 3.751 casos de estupro de mulheres no período.

Os dados fazem parte do Dossiê Mulher, elaborado por pesquisadores do Instituto de Segurança Pública (ISP), que será divulgado nesta sexta-feira. A sexta edição do relatório compara estatísticas de 2009 e 2010 relativas à violência contra pessoas do sexo feminino. Às vésperas do Dia Nacional da Mulher, que será comemorado no sábado, o documento traduz em números o tamanho do desrespeito à mulher. Os registros de estupro cresceram 25% entre 2009 e 2010: passaram de 4.120 para 4.589. Embora 81,2% das vítimas desse tipo de crime sejam mulheres, 18,8% são crianças e adolescentes do sexo masculino. Do universo de mulheres estupradas, mais da metade é formada por crianças e adolescentes com menos de 14 anos. O dossiê traz ainda dados sobre crimes de lesão corporal dolosa, homicídio doloso (quando há intenção de matar) e ameaça.
" Em 50,5% dos casos de estupro, as vítimas conheciam os acusados, que são maridos, ex-maridos, pais e padrastos "
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Dossiê aponta redução de homicídios dolosos
Apesar do quadro, o presidente do ISP, tenente-coronel da PM Paulo Augusto Souza Teixeira, ressalta que há aspectos positivos. Um aspecto foi a redução de 19,4% nos casos de homicídios dolosos. No ano passado, 299 mulheres foram vítimas desse tipo de crime, 72 casos a menos do que os 371 contabilizados no ano anterior. Do total de vítimas de assassinatos em 2010, 37,4% tinham entre 18 e 34 anos. Cerca de 13,3% das vítimas eram mulheres ou ex-mulheres dos supostos autores dos crimes.
A análise do perfil das vítimas de estupro do sexo feminino indica que 37,6% eram brancas, 43,6% pardas e 11,9% negras. Com relação à faixa etária, 30,3% tinham entre 10 e 14 anos, e 23,2%, entre zero e nove anos de idade. O mapa dos números por batalhão (Aisp) mostra que o município que teve maior aumento percentual nos registros de estupro foi Belford Roxo, com 162%. A cidade registrou 178 casos no ano passado contra 68 em 2009.
Pelo terceiro ano consecutivo, os municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Caxias, na Baixada Fluminense, figuram no topo do ranking de violência contra as mulheres. A ameaça é crime mais comum. No ano passado, houve 49.950 casos, aumento de 6,2% em relação a 2009, quando foram registradas 47.027 ameaças. Em média, 137 mulheres registraram terem sofrido ameaçadas em delegacias do estado, em 2010. A 20 Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) - que reúne os municípios de Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis - ficou em primeiro lugar em número de registros desse tipo de crime.
Uma das responsáveis pela elaboração do dossiê, a capitã PM e analista criminal do ISP, Claudia Moraes, admite que a subnotificação ainda é grande nos casos relacionados à violência contra a mulher. Contudo, Claudia acredita que a aprovação de leis como a Maria da Penha e a tipificação do crime de estupro para casos que antes de 2009 eram tratados como atentado violento ao pudor devem se refletir na diminuição dos casos e, principalmente, no aumento da punição aos agressores.
- Em 50,5% dos casos de estupro, as vítimas conheciam os acusados, que são maridos, ex-maridos, pais e padrastos - diz Cláudia Moraes.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/28/pesquisa-do-isp-revela-que-criancas-adolescentes-representam-53-5-das-vitimas-de-estupro-contra-mulher-em-2010-924345047.asp#ixzz1KuuAbL8x
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Crime Passional... Até quando a intolerância reinará ?

Fico a me perguntar:
Até quando a intolerância e a falta de respeito reinará em nosso meio?
Será que um dia, o "homem" irá ser senhor de sí, donos dos seus desejos, controlador dos seus impulsos?

Todos os dias acontecem em nosso meio, milhares de crimes contra a vida,
* Homicídio - matar alguém,
* Infanticídio.
* Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e aborto.
* Lesão Corporal.
Artigos 121 a 128 do Código Penal Brasileiro.
Alguns desses crimes só lesionam as vítimas psicológicamente, outros chegam as vias de fato causando lesões na carne, mas o que me deixa impressionado é a crueldade com que uma pessoa mata a outra por motivos fúteis. É impressionante como nós que estamos em um patamar que nos diferencia dos outros animais, pois somos seres racionais, não conseguimos controlar os nossos atos e nos tornamos capazes de tirar a vida de outrem por banalidade, falta de respeito e para não deixar de citar, matamos até mesmo por amor.

Crime passional. Esse é o crime cometido por quem mata por amor. Nesse caso, o amor e o ódio se misturam e ambos se perdem no meio do caminho. As alucinações e os medos são maiores que a razão e o que resta para o amante é pensar em algo como se fora um Trecho de Shakespeare "mato-te eu, para não perder-te".

Por Josecler Alair

Segue abaixo um caso de um crime ocorrido em Cuiabá.

CUIABÁ - Um homem foi condenado a 23 anos de prisão por assassinar a ex-mulher com pancadas na cabeça, provocadas por uma cadeira. De acordo com o promotor de Justiça João Augusto Veras Gadelha, A.C.H. foi condenado por homicídio qualificado. O crime ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2010, em um sábado de carnaval, no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá.

Segundo a denúncia, o réu foi até à casa dos pais da vítima para tentar reatar o relacionamento. Inconformado com a negativa da exc-mulher e aproveitando-se do fato de ela estar sozinha, A.C.H. pegou uma cadeira e bateu na cabeça da vítima, causando traumatismo no crânio encefálico.

Segundo o MPE, além de estar sozinha no momento do crime, a vítima ainda estava sonolenta, pois havia tomado remédio para conseguir dormir. O acusado teria usado o próprio filho para convencer a vítima a abrir a casa. Uma peça de roupa infantil, com manchas de sangue, foi encontrada. O relacionamento do casal, conforme o MPE, sempre foi tumultuado devido às agressões físicas e psicológicas que a vítima sofreu durante os cinco anos em que permaneceu casada.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/04/27/homem-condenado-23-anos-por-matar-ex-mulher-com-cadeirada-em-cuiaba-924329805.asp#ixzz1KjIErcOB
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Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/04/27/homem-condenado-23-anos-por-matar-ex-mulher-com-cadeirada-em-cuiaba-924329805.asp

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A interdisciplinaridade



Como funciona a mente de um criminoso?
O que pensa um criminoso no ato da prática delituosa?
Como atua seu organismo nesse momento do crime?
Qual é a sensação logo após o crime cometido?

São perguntas que não se respondem facilmente.
Cada pessoa é individual, somos portadores de uma identidade única.
Por mais que alguem tente imitar outras pessoas, ele acabará dando algum sinal de sua particularidade em algum momento.

Cabe ao agente da investigação, buscar minucias que individualizam os sujeitos.
Ao analizar um caso, uma cena de crime, um ato seja ele qual for, o investigador tem que buscar vestígios além dos que podem ser vistos a olho nú.

Ultimamente, tenho me colocado em linhas de estudos onde a psiquê é de fundamental importância para o desenrolar de crimes. Há no mundo acadêmico metologias, teses, conceitos, leis, ordenamentos e conceitos que se juntadas em um único cidadão, ele se tornará literalmente um Expert nas soluções de crimes. (Tenho tentado chegar lá).

A psicologia e o direito já andam de braços dados a algum tempo, mas essa fusão ainda não é bem aceita por muitos dos "parasitas" da humanidade. Ouço e vejo ainda, muita gente que é contra leituras que não sejam feitas nos alpharrábios da lei.
Há uma troca enorme de informações que deveriam ser fundidas desde o surgimento das ciências humanas e exatas que ainda hoje não são colocadas em prática.
Os que são operadores do direito, por sua vez, os mais antigos, não acreditam em técnicas que estão em voga nos dias atuais. Algumas dessas técnicas, podem ser vistas na mídia atravez de séries de tv que passam diariamente em canais fechados e agora em canais abertos também, dentre eles: CSI, The Mentalist,lei & ordem, dentre outros.

Tenho sido apresentado a essa linha de estudo e tenho me encantado com o que tenho estudado, o pouco que eu tenho lido, tem feito em mim, uma mudança radical na maneira de eu trabalhar os dados, tenho tido hoje uma ótica profissional diferenciada dos demais e espero que isso me torne ímpar no mercado de trabalho.

Tenho me embrenhado pelo mundo da Psicologia Jurídica, pela Psicopatologia, pela neurolinguística e outras ciências e só sei dizer que está sendo encantador.

Quanto mais nós nos conhecemos e conhecemos o nosso próximo, mais pertos estaremos da erradicação de crimes ediondos, crimes passionais, abusos e conflitos.


Josecler Alair
Perito Judicial
Detetive Particular

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Crianças pequenas e até de colo usam oxi e crack oferecidos por pais e traficantes.

- Em toda Região Norte é comum que as crianças se droguem. Por aqui, elas usam cocaína, oxi e merla. As pequenas, de 5, 6, 8 anos, começam em casa. Recebo há um ano e meio cinco meninos que usam cocaína e oxi. Eles têm entre 6 e 11 anos, a polícia traz, eles quebram tudo, ficam agitadíssimos. Um outro de 10 anos é pequeno, raquítico até, mas drogado tem uma força enorme - conta Linagina. - Em Rio Branco, geralmente, os adultos partem para o oxi depois de terem experimentado outras drogas. As crianças não. Elas já começam com a pedra e muitas nem vão atingir a maioridade.

Nas ruas de Rio Branco não é difícil encontrar crianças de 8, 10, 11 anos viciadas em oxi. Elas perambulam pela cidade, reúnem-se perto da antiga rodoviária ou no Preventório, no Centro, para fumar a pedra. Quando não têm dinheiro, praticam pequenos delitos.

- O vício está diretamente ligado à violência. Para usar, as que têm casa começam a roubar da família. As que já estão nas ruas, quebram vidro de carro para furtar o que está dentro, roubam celulares e pequenos objetos. Elas compram oxi por R$ 5 e R$ 7 - diz Linagina. - É muito difícil conseguir internar crianças antes dos 12 anos e algumas até passam a traficar para manter o vício.

Em Teresina, no Piauí, crianças consomem drogas com mel. No bairro São João, perto das escolas públicas, traficantes vendem uma mistura de crack com mel, semelhante a balas de goma.

- Inicialmente, o traficante não vende. Eles dão balas para que as crianças fiquem na mão deles. Elas não têm dinheiro, mas a estratégia é que fiquem viciadas para que tirem dos pais, roubem objetos, bens e dinheiro de suas casas. Pessoas ficam sem usar crack três dias, no máximo - conta Miranda Neto, fundador e coordenador do Grupo de Amigos da Vida (GAV), entidade que mantém uma comunidade terapêutica para tratamento de dependentes na zona rural do município de Piracuruca.

Também em São Luís, no Maranhão, crianças são alvo fácil de traficantes. Depois que ficam dependentes de crack e oxi, são recrutadas para trabalhar como "aviões". Parte do "salário" sustenta o consumo da droga e o restante, em geral, vai para a família.

Leia a reportagem completa no Globo Digital (conteúdo exclusivo para assinantes)

domingo, 17 de abril de 2011

Atendendo a Pedidos. (Abuso Sexual e Pedofilia)

Um amigo, que é Editor chefe da "REVISTA S" aqui do Rio, me pediu para fazer um texto breve sobre Abuso Sexual e Pedofilia.
Vou posta-lo para que os amigos possam ler, divulgar e comentar.

Abuso Sexual e Pedofilia

Pedofilia é um termo médico usado para definir pessoas adultas que sentem atrações por crianças. Isso é mundialmente tratado como sendo uma doença e não tem cura.
A pedofilia é uma “parafilia”, (forma de ter prazer fora da cópula), tal como a necrofilia (atração sexual por defuntos) e a zoofilia (atração sexual por animais).
Como o ato pedofilico é reconhecido como doença, a Lei Penal Brasileira, não tipifica como crime ser pedófilo, mas criminaliza “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos”. Art. 217-A do Código Penal Brasileiro.

Há uma linha muito tênue entre sentir desejo sexual por uma criança e usar essa criança para se satisfazer sexualmente. Quando isso acontece os especialistas chamam de Abuso Sexual, pois o ato é abusivo, invasivo, nocivo ao crescimento e amadurecimento da psique da criança, é um ato destrutivo, monstruoso, cruel, maléfico para a vítima e repudiado por toda a humanidade.

Uma criança Abusada carrega marcas por toda sua vida, geralmente é preciso anos de tratamento psicológico para amenizar as feridas e traumas causados pelo abuso.

Os abusadores se dividem em dois tipos: Os Psicóticos e os Psicopatas. O primeiro, só ataca suas vítimas para cumprir ordens ouvidas de vozes vindas de um surto, não escolhe suas vítimas, ataca a primeira pessoa que vir em sua frente, o que ele quer é cumprir a ordem da voz para parar de ouvi-la, ele é literalmente perturbado e só a internação em um hospício o impediria de abusar de alguém. Juridicamente é inimputável, não pode ser condenado.

Já os psicopatas são cruéis, trazem medo e dor para o seio da sociedade. Ele pensa e premedita todos os seus atos, joga o tempo todo com as pessoas, brinca com os sentimentos alheios, abusa da confiança que lhe é dada pelos familiares das vítimas, estuda suas vítimas e as escolhe de forma a satisfazer seus mais variados desejos;
Neste caso, a vítima pode ser menino ou menina, pré-púbere (criança) ou pós-púbere (adolescente). Os psicopatas buscam ganhar a confiança da criança, se tornam amigos, ouvintes, conselheiros e quando de posse desses aspectos ele começa a trabalhar sua maldade.

No Brasil os abusadores são com maior freqüência os próprios familiares, dá-se destaque para os Pais, com uma média de 52% e aos Padrastos com uma média de 32%, vindo depois: Irmãos, tios, avós,mães, babás, empregadas domesticas, colegas de rua, visinhos e em último caso um estranho vindo de longe.

Para evitar os casos de abuso sexual, especialistas aconselham aos pais:
* Serem amigos de seus filhos, sempre conversando sobre esse e todo os tipos de assuntos relacionados a vida íntima da criança, mostrar os malefícios possíveis, fazer com que amigavelmente a criança conte aos pais todos os atos que possivelmente sejam diferentes dos normais, mesmo que estas sejam praticados por um parente próximo.
* Ao deixar a criança usar computadores, ter conhecimento de todos os amigos, todas as conversas, sites visitados e programas utilizados pelas crianças. Não é preciso proibir, mas acompanhar o uso da internet.
* Fazer acompanhamento terapêutico com a criança, pois nem sempre ela contará certos assuntos para a família com medo de repressões.
* Quando houver qualquer tipo de suspeita, procurar a delegacia especializada no assunto para iniciar uma investigação sob suspeita de abuso sexual. No Rio de Janeiro existe a DECAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), Rua do Lavradio, Centro. Existem também profissionais particulares, (Investigadores), que atuam da forma sigilosa e muitas famílias tem vergonha de estar com a polícia envolvida em casos de família. Mas vale ressaltar que nem todos os profissionais particulares são especialistas no assunto e existem vários aproveitadores.
* Para fazer denúncias anônimas, o Governo criou uma linha de telefone: Disque 100.


Josecler Alair
Investigador Particular
Perito Judicial
C.U.F.D – Inscrição nº. 05413/05
Contato: 021 – 8575-7544
detetivejosecler@hotmail.com
www.detetivejosecler.blogspot.com

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Perícia e o monstro de Realengo.

Barba feita de atirador em vídeo desperta dúvidas sobre data da gravação

Polícia divulga novo vídeo em que assassino comenta plano e diz que imagens são de julho

Rio – A Polícia Civil divulgou ontem mais um vídeo gravado por Wellington Menezes de Oliveira, falando sobre o planejamento do massacre que resultou na morte de 12 adolescentes, no dia 7. Segundo a polícia, o HD (onde os dados do computador ficam armazenados) encontrado pelos agentes e periciado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) teria sido usado, pela última vez, em julho de 2010, o que indicaria que o assassino vinha tramando a matança, no mínimo, havia nove meses.

Na terça-feira, um vídeo que teria sido gravado no dia 5, ou seja, dois dias antes do crime, foi divulgado pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O diretor do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC), Sérgio Henriques, entretanto, foi categórico em afirmar que as primeiras imagens não foram encontradas pela polícia. “Sobre o primeiro vídeo, estamos tomando conhecimento ainda, porque não estava em nada que nós encontramos. Este segundo, sabemos que foi feito por uma câmera Kodak e que foi gravado no ano passado, já que o HD estava inutilizado desde então. Ele foi encontrado, inclusive, numa prateleira toda cheia de poeira”.

Wellington, na verdade, tentou apagar algumas informações deste computador. O ICCE, entretanto, usou um conjunto de software chamado Incase que recupera, inclusive, dados excluídos.

Neste vídeo divulgado ontem, Wellington dá um recado macabro: “A maioria das pessoas me desrespeita, acha que sou um idiota, se aproveita de minha bondade e me julga antecipadamente. São falsas e descobrirão quem sou da maneira mais radical”.

A informação de que o vídeo é de antes de julho de 2010, entretanto, intrigou funcionários do salão onde Wellington cortava o cabelo a cada 30 dias, em Realengo, mesmo após ter se mudado para a casa de Sepetiba. “Não tem como este vídeo ter sido feito no ano passado, porque a barba dele estava muito grande e só cortou agora, dias antes do ataque”, explicou uma cabeleireira.

De fato, essa diferença de tempo também vai de encontro ao depoimento do barbeiro de Wellington, M. à Divisão de Homicídios. Ele afirmou que ‘no último ano, Wellington passou a deixar a barba crescer, atingindo o comprimento até o peito’. O criminoso esteve no salão pela última vez no dia 31. Chegou de barba feita e ainda brincou com M.: “Fiquei mais novo?”.

Macabro

“A maioria das pessoas me desrespeita, acha que sou idiota, se aproveita de minha bondade, me julga antecipadamente. São falsas, desleais. Descobrirão quem sou da maneira mais radical. Uma ação que farei pelos meus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios pelo fato de serem diferentes, de não fazerem parte do grupo dos infiéis, dos desleais, dos falsos, dos corruptos, dos maus. São humilhados por serem bons”.

WELLINGTON MENEZES, o Monstro de Realengo

Original em: http://odia.terra.com.br

sexta-feira, 18 de março de 2011

Feridas que não cicatrizam: a neurobiologia do abuso infantil


Maus tratos na infância podem ter efeitos negativos duradouros no desenvolvimento e nas funções do cérebro
Martin H. Teicher





Em 1994, a polícia de Boston chocou-se ao descobrir um menino de quatro anos de idade, desnutrido e trancado num apartamento imundo de Roxbury, onde vivia em condições pavorosas. Pior, as mãozinhas da criança tinham sido horrivelmente queimadas. Soube-se que a mãe, viciada em drogas, tinha posto as mãos do menino sob a torneira de água fervente para castigá-lo por ter consumido a comida de seu namorado. A criança ferida não tivera nenhum tipo de assistência médica. A história perturbadora chegou rapidamente às manchetes. Adotado, o menino recebeu enxertos de pele para ajudar as mãos machucadas a recuperar suas funções. Mas, embora as feridas físicas da vítima tenham sido tratadas, descobertas recentes indicam que ferimentos infligidos a sua mente em desenvolvimento podem nunca cicatrizar de todo.
Ainda que seja um exemplo extremo, esse caso notório infelizmente não é incomum. A cada ano, as agências de bem-estar do menor dos EUA recebem mais de três milhões de denúncias de abuso e negligência no trato de crianças, e levantam evidências suficientes para substanciar mais de um milhão de casos.
Não é surpresa para nós que as pesquisas revelem um forte laço entre maus tratos físicos, sexuais e emocionais e o desenvolvimento de problemas psiquiátricos. Mas, até o início dos anos 90, profissionais da área de saúde mental acreditavam que as dificuldades emocionais e sociais ocorriam principalmente por meios psicológicos. Os maus tratos na infância eram vistos como causadores do desenvolvimento de mecanismos de defesa intra-psíquicos, responsáveis pelo fracasso do indivíduo na idade adulta. Ou como paralisadores do desenvolvimento psicossocial, mantendo a vítima presa à condição de "criança ferida". Os pesquisadores achavam que os danos eram basicamente um problema de software, tratáveis com uma reprogramação via terapia, ou que podiam simplesmente ser apagados com exortações do tipo "esqueça" ou "supere".
Novas investigações sobre as conseqüências dos maus tratos na infância, incluindo o trabalho que meus colegas e eu fizemos no McLean Hospital em Belmont, Massachusetts, e na Harvard Medical School, parecem contar uma história diferente. Como o abuso infantil ocorre durante o período formativo crítico em que o cérebro está sendo fisicamente esculpido pela experiência, o impacto do extremo estresse pode deixar uma marca indelével em sua estrutura e função. Tais abusos, parece, induzem a uma cascata de efeitos moleculares e neurobiológicos, que alteram de modo irreversível o desenvolvimento neuronal.

Personalidades Extremas

O efeito do abuso infantil pode manifestar-se de várias formas, em qualquer idade. Internamente, pode aparecer como depressão, ansiedade, pensamentos suicidas ou estresse pós-traumático; pode também expressar-se externamente como agressão, impulsividade, delinqüência, hiperatividade ou abuso de substâncias. Uma condição psiquiátrica fortemente associada a maus tratos na infância é o chamado distúrbio de personalidade limítrofe (borderline personality disorder). O indivíduo com essa disfunção tem como característica enxergar os outros em termos de preto ou branco, oito ou oitenta, muitas vezes colocando seus interlocutores num pedestal, para depois transformá-los em vilões, a partir de algo percebido como desfeita ou traição. Aqueles que sofrem desse distúrbio são propensos a explosões de cólera e episódios transitórios de paranóia ou psicose. Eles possuem tipicamente uma história de relações intensas e instáveis, muitas vezes tentam escapar por meio do abuso de substâncias, e apresentam impulsos auto-destrutivos ou suicidas.
Ao tratar três pacientes com distúrbio de personalidade limítrofe, em 1984, comecei a suspeitar que a exposição precoce a várias formas de maus tratos havia alterado o desenvolvimento de seus sistemas límbicos. O sistema límbico é uma série de núcleos cerebrais interconectados (centros neurais), que desempenham um papel central na regulagem da emoção e da memória. Duas regiões límbicas criticamente importantes são o hipocampo e a amígdala, localizados abaixo do córtex, no lobo temporal (ver ilustração). Acredita-se que o hipocampo seja importante na formação e recuperação tanto da memória verbal quanto da emocional, enquanto a amígdala está ligada à criação do conteúdo emocional da memória - por exemplo, sentimentos relacionados ao medo e a reações agressivas.
Meus colegas do hospital McLean, Yutaka Ito e Carol A. Glod, e eu nos perguntamos se o abuso infantil não poderia prejudicar o amadurecimento saudável dessas regiões do cérebro. Os maus tratos na infância poderiam estimular as amígdalas a um estado de irritabilidade elétrica elevada ou danificar o hipocampo em desenvolvimento por meio de uma exposição excessiva aos hormônios do estresse? Fomos mais longe, refletindo se danos ao hipocampo ou superexcitação da amígdala não poderiam produzir sintomas semelhantes aos de pacientes com epilepsia de lobo temporal (ELT), que esporadicamente perturba as funções desses núcleos do cérebro.

Formigamentos e alucinações

Durante os ataques de ELT, os pacientes permanecem conscientes, enquanto sofrem um leque de sintomas psicomotores causados por tempestades elétricas nessas regiões. Efeitos associados incluem o desencadeamento abrupto de formigamentos, entorpecimento ou vertigem; manifestações como olhar fixamente ou contorcer-se; e sintomas, como enrubescimento, náusea ou a sensação de "frio no estômago" que se tem num elevador de alta velocidade. A ELT pode também causar alucinações.
Para explorar a relação entre abuso precoce e disfunção do sistema límbico, idealizei, em 1984, uma lista de perguntas para medir a freqüência com que os pacientes apresentavam sintomas semelhantes aos da ELT. Em 1993, meus colegas e eu computamos as respostas de 253 adultos. Pouco mais da metade relatou ter sido vítima de abusos físicos ou sexuais ou ambos, quando criança. Comparados com pacientes que não relataram maus tratos, a média de pontos da checagem foi 38 % maior em vítimas de abuso físico (mas não sexual) e 49 % mais elevada em vítimas de abuso sexual (mas não físico). Os indivíduos que admitiram tanto abusos físicos quanto sexuais tiveram pontuação 113 % maior do que os que não relataram nenhum tipo de abuso. Maus tratos sofridos antes dos 18 anos tiveram mais impacto do que os ocorridos em idade posterior, e homens e mulheres foram afetados de modo semelhante.
Em 1994, nossa equipe do McLean procurou apurar se o abuso físico, sexual ou psicológico estava associado a anormalidades das ondas cerebrais em eletroencefalogramas (EEGs), que possibilitavam uma medida mais direta da irritabilidade límbica do que a checagem. Em busca dessa conexão, revisamos as fichas de 115 admissões consecutivas num hospital psiquiátrico para crianças e adolescentes. E encontramos anormalidades significativas de ondas cerebrais em 54 % dos pacientes com histórico de trauma precoce, mas em apenas 27 % dos pacientes que não tinham sofrido abusos.










O COMPORTAMENTO ANTI-SOCIAL resultante de abuso na infância parece ser causado pela superexcitação do sistema límbico, uma região primitiva, no centro do cérebro, que regula a memória e a emoção. Acredita-se que duas estruturas relativamente pequenas, o hipocampo e a amígdala, desempenhem papéis de destaque na geração desse tipo de disfunção. O hipocampo é importante para determinar quais informações recebidas são armazenadas na memória de longo prazo. A principal tarefa da amígdala é filtrar e interpretar informações relacionadas com a sobrevivência e as necessidades emocionais do indivíduo e, em seguida, ajudar a desencadear as reações apropriadas.


Observamos anomalias nos EEGs de 72 % daqueles que haviam documentado histórias de abusos físicos e sexuais sérios. As irregularidades apareceram nas regiões frontal e temporal do cérebro e, para nossa surpresa, envolviam especificamente o hemisfério esquerdo ao invés dos dois lados, como seria de se esperar.

Vítimas de incesto

Nossas descobertas se encaixaram com as de um estudo, realizado em 1978, com EEGs de adultos que haviam sido vítimas de incesto. O autor do estudo, Robert W. Davies, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, e sua equipe descobriram que 77 % apresentavam anormalidades nos EEGs e 27 % sofriam de ataques. Trabalhos subseqüentes de outros pesquisadores, usando imageamento por ressonância magnética (IRM) confirmaram a associação entre maus tratos precoces e redução no tamanho do hipocampo adulto. A amígdala também pode ser menor.
Em 1997, J. Douglas Bremner, na época na Escola de Medicina da Universidade de Yale, e seus colegas, compararam as escanerizações por ressonância magnética feitas em 17 adultos submetidos a abusos físicos ou sexuais na infância, todos eles portadores de distúrbio de estresse pós-traumático, com as imagens de 17 pessoas saudáveis, que correspondiam aos doentes em idade, sexo, raça e outras características (anos de escolarização, abuso de álcool, se canhotos ou destros). Os hipocampos esquerdos das vítimas de abuso com distúrbio de estresse pós-traumático eram, em média, 12 % menores que os do grupo de controle, mas os hipocampos direitos tinham tamanho normal. Como seria de se esperar, dado o papel importante do hipocampo na função da memória, a pontuação desses pacientes também foi menor em testes de memória verbal do que a do grupo que não sofreu abusos.
Em 1997, Murray B. Stein, da Universidade da Califórnia em San Diego, também encontrou anormalidades nos hipocampos esquerdos de 21 mulheres adultas que tinham sofrido abusos sexuais na infância e apresentavam o chamado distúrbio de personalidade múltipla, uma condição que alguns pesquisadores acreditam ser comum em mulheres vítimas de abusos. Stein verificou que, nessas mulheres, o hipocampo esquerdo era significativamente reduzido, mas o tamanho do direito era relativamente normal. Além disso, ele encontrou uma clara correspondência entre o grau de redução no tamanho do hipocampo e a gravidade dos sintomas dissociativos das pacientes. Em 2001, Martin Driessen, do Gilead Hospital, em Bielefeld, Alemanha, e seus colegas relataram uma redução de 16 % no tamanho do hipocampo e de 8 % no tamanho da amígdala em mulheres adultas com personalidade limítrofe e um histórico de maus tratos na infância.
Por outro lado, em 1999, quando Michael De Bellis e seus colegas, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, mediram cuidadosamente imagens de ressonância magnética dos hipocampos de 44 crianças maltratadas portadoras de distúrbio de estresse pós-traumático e de 61 crianças saudáveis do grupo de controle, eles não observaram uma diferença significativa no volume.
Recentemente, Susan Andersen, Ann Polcari e eu obtivemos resultados semelhantes em nossa análise volumétrica dos hipocampos de 18 adultos jovens (de 18 a 22 anos de idade), com um histórico de repetidos abusos sexuais forçados, acompanhados de medo ou terror, que foram comparados a 19 jovens saudáveis da mesma idade. Ao contrário de estudos anteriores, os participantes do grupo de controle não eram pacientes, mas pessoas recrutadas entre público em geral.

Redução da amígdala

Não observamos diferenças de volume nos hipocampos. Como ocorreu com o grupo de Driessen, no entanto, constatamos uma redução média de 9,8% no tamanho da amígdala esquerda, que se correlacionava com sentimentos de depressão, irritabilidade ou hostilidade. Perguntamo-nos por que o hipocampo era menor em pacientes que sofreram abuso nos estudos de Bremner, Stein e Dreissen, mas normal no de De Bellis e em nossa própria investigação. Das várias respostas possíveis, a mais provável é que o estresse exerça uma influência muito gradual no hipocampo, de modo que seus efeitos adversos talvez não sejam discerníveis a nível anatômico até que as pessoas fiquem mais velhas.
Além disso, estudos feitos com animais por Bruce S. McEwen, da Universidade Rockefeller, e Robert M. Sapolsky, da Universidade de Stanford, já haviam demonstrado a marcante vulnerabilidade do hipocampo às devastações do estresse. Ele não é apenas susceptível por se desenvolver lentamente; é também uma das poucas regiões do cérebro que continuam a produzir novos neurônios após o nascimento. Ademais, tem uma densidade maior de receptores do hormônio de estresse, o cortisol, do que quase todas as outras áreas do cérebro. A exposição aos hormônios do estresse pode mudar significativamente o formato dos maiores neurônios do hipocampo e até mesmo matá-los. E também suprimir a produção de novas células.
Experiências com ratos, feitas por Christian Caldji e Michael J. Meaney, da Universidade McGill, e Paul M. Plotsky, da Universidade Emory, mostraram que o estresse precoce reconfigura a organização molecular dessa região. Um resultado importante é a alteração da estrutura de receptores gaba na amígdala (ver ilustração). Esses receptores reagem ao ácido gama-aminobutírico (gaba), o principal neurotransmissor inibidor do cérebro, que atenua a excitabilidade elétrica dos neurônios. A redução da função desse neurotransmissor produz atividade elétrica excessiva e pode desencadear ataques. Tal descoberta proporcionou uma explicação molecular elegante para nossas constatações de anormalidades em eletroencefalogramas e irritabilidade límbica em pacientes que sofreram abuso na infância.

MENOS INIBIÇÕES: O estresse causa mudanças nos receptores pós-sinápticos normais de ácido gama-aminobutírico (gaba), o principal neurotransmissor inibidor no sistema nervoso central (à esquerda). E pode levar à superestimulação de neurônios, resultando em irritabilidade do sistema límbico. A presença de gaba diminui a excitabilidade elétrica dos neurônios ao permitir um fluxo maior de íons de cloro (no centro). A perda de uma das subunidades-chave do receptor gaba prejudica sua capacidade de moderar a atividade neuronal (à direita).

O efeito sobre o sistema límbico foi apenas a conseqüência mais esperada do trauma infantil. Estávamos intrigados, no entanto, com nossa observação anterior de que os maus tratos estavam associados a anormalidades no hemisfério esquerdo. Isso nos inspirou a examinar o efeito do abuso em idade precoce no desenvolvimento dos hemisférios cerebrais. Decidimos usar a coerência em eletroencefalograma, um sofisticado método de análise quantitativa que fornece evidências sobre a microestrutura do cérebro, sua fiação e sua circuitaria. A técnica proporciona uma medida matemática do grau de inter-relação entre os neurônios do córtex que processam e modificam os sinais elétricos cerebrais. Em geral, níveis anormalmente elevados de coerência em eletroencefalograma são evidências de desenvolvimento diminuído nessas trocas entre neurônios.

Hemisférios menos desenvolvidos

Nossa equipe de pesquisa usou essa técnica, em 1997, para comparar 15 voluntários saudáveis com 15 pacientes psiquiátricos, crianças e adolescentes, que tinham um histórico confirmado de intenso abuso físico ou sexual. Medidas de coerência mostraram que os córtex esquerdos dos jovens do grupo de controle eram mais desenvolvidos do que os direitos - um resultado compatível com o fato de que os destros tendem a ter o córtex esquerdo dominante. Os pacientes maltratados, no entanto, tinham o córtex direito claramente mais desenvolvido, muito embora todos fossem destros e, portanto, tivessem o córtex esquerdo dominante. Os hemisférios direitos de pacientes que sofreram abusos desenvolveram-se tanto quanto os dos do grupo de controle, mas seus hemisférios esquerdos ficaram substancialmente para trás.
O hemisfério esquerdo é especializado na percepção e expressão da linguagem, enquanto o direito se especializa no processamento de informações espaciais e no processamento e expressão de emoções - particularmente emoções negativas. Perguntamo-nos se crianças maltratadas não teriam armazenado suas memórias perturbadoras no hemisfério direito, e se a recordação dessas memórias não poderia ativá-lo preferencialmente.
Para testar essa hipótese, Fred Schiffer trabalhou em meu laboratório no McLean em 1995, medindo a atividade hemisférica em adultos durante a lembrança de uma memória neutra e de uma memória perturbadora precoce. Aqueles com um histórico de abuso pareceram usar predominantemente seus hemisférios esquerdos ao pensar em memórias neutras e os direitos ao pensar em lembranças precoces ruins. Os participantes do grupo de controle usaram ambos os hemisférios em grau comparável para as duas atividades - o que sugere que suas reações eram mais integradas entre os dois hemisférios.
Como a pesquisa de Schiffer indicou que o trauma de infância era associado à menor integração entre os hemisférios esquerdo e direito, decidimos procurar alguma deficiência no principal caminho para a troca de informações entre os dois hemisférios, o corpo caloso. Em 1997, Andersen e eu colaboramos com Jay Giedd, do National Institute of Mental Health, em busca do efeito postulado. Juntos verificamos que, em meninos que haviam sido submetidos a abusos ou abandono, as partes centrais do corpo caloso eram significativamente menores do que nos grupos de controle. Além do mais, em meninos, o abandono tinha um efeito muito maior do que qualquer outro mau trato. Em meninas, no entanto, o abuso sexual era o fator mais poderoso, associado a uma grande redução no tamanho das partes centrais do corpo caloso.
Nossa mais recente descoberta tem suas raízes nos estudos seminais de Harry F. Harlow, da Universidade de Wisconsin-Madison. Na década de 50, Harlow comparou macacos criados por suas mães com macacos criados por "mães substitutas", de arame e pelúcia. Os macacos criados por mães substitutas tornaram-se adultos socialmente não integrados e extremamente agressivos. Trabalhando com Harlow, W. A. Mandon, do Delta Primate Center, em Louisiana, descobriu que essas conseqüências eram menos graves se a mãe substituta fosse balançada de um lado para outro. J. W. Prescott, do National Institute of Child Health and Human Development, levantou a hipótese de que esse movimento poderia ser transmitido para o cerebelo, particularmente sua parte central, chamada vermis cerebelar (ver ilustração). Entre outras funções, o vermis modula os núcleos que controlam a produção e a liberação dos neurotransmissores norepinefrina e dopamina. Essa parte do cérebro desenvolve-se gradualmente, continua a criar neurônios depois do nascimento e tem uma densidade de receptores de hormônios de estresse ainda maior do que a do hipocampo. De modo que a exposição a esses hormônios pode afetar fortemente seu desenvolvimento.
O descontrole dos sistemas de norepinefrina e dopamina, os neurotransmissores comandados pelo vermis, pode produzir sintomas de depressão, psicose e hiperatividade, assim como prejudicar a atenção. A ativação do sistema de dopamina desloca a atenção para o hemisfério esquerdo (verbal), enquanto a ativação do sistema de norepinefrina desloca a atenção para o hemisfério direito (emocional). Talvez o mais curioso, o vermis também ajuda a regular a atividade elétrica no sistema límbico, e a estimulação vermal pode suprimir ataques no hipocampo e na amígdala.

Sintomas Psiquiátricos

R. G. Heath, trabalhando na Universidade de Tulane nos anos 50, descobriu que os macacos de Harlow possuíam focos epilépticos em certas estruturas cerebrais, inclusive o hipocampo. Em trabalho posterior com seres humanos, ele constatou que a estimulação elétrica do vermis reduzia a freqüência dos ataques e melhorava a saúde mental num pequeno número de pacientes com distúrbios neuropsiquiátricos intratáveis. Este resultado levou meus colegas e eu a especular se o abuso na infância não poderia produzir anormalidades no vermis cerebelar capazes de responder pelos sintomas psiquiátricos, irritabilidade límbica e degeneração gradual do hipocampo.
Para começar a testar essa hipótese, Carl M. Anderson trabalhou recentemente comigo e com Perry Renshaw no centro de imageamento cerebral do Hospital McLean. Usando novas técnicas que desenvolvemos, pudemos monitorar pela primeira vez o fluxo sangüíneo regional do cérebro em repouso, sem usar marcadores radiativos ou corantes de contraste. Quando o cérebro está repousando, a atividade neuronal de uma região corresponde de perto à quantidade de sangue que essa área recebe para manter-se ativa. Anderson descobriu uma impressionante correlação entre a atividade no vermis cerebelar e o grau de irritabilidade límbica (determinado a partir de minha já mencionada lista de perguntas), tanto em jovens adultos saudáveis quanto naqueles com um histórico de abusos sexuais repetidos.
Para qualquer nível de sintomatologia límbica, no entanto, a quantidade de fluxo sangüíneo no vermis cerebelar foi marcadamente menor em indivíduos com histórico de traumas. O baixo fluxo de sangue aponta para um dano funcional na atividade do vermis. Na média, pacientes vítimas de abuso tiveram pontuação mais alta na checagem presumivelmente porque seu vermis não podia ativar-se o suficiente para controlar níveis mais altos de irritabilidade límbica.
Juntas, essas descobertas sugerem um intrigante modelo que explica a forma na qual o distúrbio de personalidade limítrofe pode aparecer. A integração reduzida entre os hemisférios e um corpo caloso menor podem predispor os pacientes a deslocar-se abruptamente de estados dominados pelo hemisfério esquerdo para estados dominados pelo hemisfério direito, com percepções e memórias emocionais muito diferentes. Esse domínio hemisférico polarizado pode fazer com que a pessoa veja os amigos, a família e os colegas de trabalho de forma excessivamente positiva em um estado e de maneira retumbantemente negativa em outro - o que é marca registrada do distúrbio. Além disso, a irritabilidade elétrica límbica pode produzir sintomas de agressão, exasperação e ansiedade. Atividades de EEG anormais no lobo temporal também são freqüentemente observadas em pessoas com comportamento auto-destrutivo e forte propensão para o suicídio.
Nossa equipe começou essa pesquisa a partir da hipótese de que o estresse precoce era um agente tóxico que interferiria na progressão normal e suavemente orquestrada do desenvolvimento do cérebro, levando a problemas psiquiátricos duradouros. Frank W. Putnam, do Children's Hospital Medical Center, de Cincinnati, e Bruce D. Perry, do Alberta Mental Health Board, do Canadá, agora sustentam a mesma hipótese. Eu, no entanto, passei a questionar e a reavaliar nossa premissa inicial. Os cérebros humanos evoluíram de forma a serem moldados pela experiência, e dificuldades precoces eram rotineiras durante o nosso desenvolvimento ancestral. É plausível que o cérebro em desenvolvimento nunca tenha evoluído para enfrentar a exposição a maus tratos e portanto seja danificado de uma maneira não-adaptativa? Isso parece extremamente improvável. A alternativa lógica é que a exposição precoce ao estresse gera efeitos moleculares e neurobiológicos que alteram o desenvolvimento neuronal de uma forma adaptativa, que prepara o cérebro adulto a sobreviver e a se reproduzir num mundo perigoso.

Adaptações ao ambiente adverso

Quais traços ou capacidades podem ter sido benéficos para a sobrevivência nas duras condições de tempos remotos? Alguns dos mais óbvios são o potencial para mobilizar uma intensa reação de luta-ou-fuga, a resposta agressiva ao desafio sem hesitação indevida, a capacidade de estar em estado de alerta para o perigo e produzir contraposições robustas ao estresse que facilitem a recuperação de ferimentos. Nesse sentido, podemos reconsiderar as mudanças no cérebro que observamos como sendo adaptações a um ambiente adverso.
Embora esse estado adaptativo ajude o indivíduo afetado a atravessar a salvo seus anos reprodutivos (e até provavelmente aumente a promiscuidade sexual), que são críticos para o sucesso evolutivo, ele custa caro. McEwen recentemente teorizou que a superativação dos sistemas de reação ao estresse, uma resposta que pode ser necessária para a sobrevivência a curto prazo, aumenta o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão; leva a um grande número de problemas psiquiátricos, incluindo um alto risco de suicídio; e acelera o envelhecimento e a degeneração das estruturas do cérebro, inclusive do hipocampo.
Nossa hipótese é que alimentação adequada e ausência de estresse precoce intenso permitem que nosso cérebro se desenvolva de uma maneira que é menos agressiva e mais estável do ponto de vista emocional e integrada social, empática e hemisfericamente. Acreditamos que esse processo aumenta a capacidade dos animais sociais de construir estruturas interpessoais mais complexas e permite aos seres humanos realizar melhor seu potencial criativo.
A sociedade colhe o que planta na maneira como cuida de seus filhos. O estresse esculpe o cérebro para exibir variados comportamentos anti-sociais, embora adaptativos. Se vem em forma de trauma físico, emocional ou sexual, ou por meio de exposição a guerras, fome ou pestilência, o estresse pode desencadear uma onda de mudanças hormonais que liga permanentemente o cérebro de uma criança para lidar com um mundo cruel. Por meio dessa cadeia de eventos, a violência e o abuso passam de geração em geração, tanto quanto de uma sociedade para a seguinte. A dura conclusão a que chegamos é que temos a necessidade de fazer muito mais para assegurar que o abuso infantil nem venha a ocorrer, porque uma vez que essas alterações-chave ocorram no cérebro, pode não existir um caminho de volta.
Sobre o autor:

Martin H. Teicher é professor associado de psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade de Harvard, diretor do Programa de Pesquisa de Biopsiquiatria Desenvolvimental no Hospital McLean, em Belmont, Massachusetts, e chefe do Laboratório de Psicofarmacologia Desenvolvimental no Centro de Pesquisa Mailman, do Hospital McLean.

Para conhecer mais:

"Developmental traumatology part 2: brain development", de M. D. De Bellis, M. S. Keshavan, D. B. Clark, B. J. Casey, J. N. Giedd, A . M. Boring, K. Frustaci e N. D. Ryan, em Biological Psychiatry, vol. 45, no. 10, páginas 1271-1284, 15 de maio de 1999.
"Wounds that time won't heal: the neurobiology of child abuse", de Martin H. Teicher, em Cerebrum, vol. 2, no. 4, páginas 50-67, Dana Press, 2000.
Hospital McLean: www.mcleanhospital.org/

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Maniaco da Cruz


Um garoto de boa aparência, sociável e trabalhador.
Ao falar de seus crimes, frio e vaidoso.
Este é o perfil do adolescente de 16 anos, após confessar três assassinatos em série, em Rio Brilhante. Ele disse que escolhia as vítimas aleatoriamente e após uma conversa, que na verdade era uma entrevista, ele classificava a pessoa como "pura" ou "impura" e com base nisso, se ela deveria ou não continuar vivendo. O primeiro assassinato foi no dia 24 de julho. O adolescente disse que o pedreiro Catalino Cardena, 33 anos, teria o assediado, propondo manter relações sexuais e por isso resolveu matá-lo. Catalino recebeu um golpe de faca e depois o adolescente usou um canivete para escrever INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito dele. Depois de cometer o primeiro crime, o adolescente não voltou mais à escola, onde cursava o 9º ano do Ensino Fundamental. Um mês depois Letícia Neves de Oliveira, 22 anos era assassinada. O rapaz a abordou próximo da casa dela, que fica em frente ao cemitério e começou a conversar. No diálogo ele perguntava primeiro se a pessoa acreditava em Deus, depois se tinha namorado e se já havia mantido relações sexuais. Letícia seria também, homossexual e o adolescente julgou que ela deveria morrer. Em todos os casos ele aplicava uma gravata na vítima e, encostando uma faca no corpo dela, a obrigava a ir ao local onde consumaria o assassinato.

Letícia foi morta por estrangulamento e deixada sobre um túmulo e despida. Como ela tinha uma tatuagem de cruz no peito ele resolveu não deixar marca. Em setembro não houve crime. O garoto chegou a abordar e conversar com uma garota, chamada Carla, mas considerou que ela "era pura" e que não merecia morrer. A garota foi ouvida pela polícia, como única testemunha, e confirmou a abordagem. O último crime foi nesta semana. O corpo de Gleice Kelly da Silva, 13 anos, foi encontrado em um terreno baldio no assentamento Por do Sol, sem a blusa e o sutiã. Esta vítima o adolescente classificou como "desobediente" porque se negou a ficar de costas para que ele a estrangulasse. Próximo ao corpo ele deixou um bilhete com várias cruzes e letras soltas que, dentre as possibilidades, formava a palavra "INFERNO". O rapaz não mostra arrependimento. Ele conta que no momento em que estrangulava as vítimas perguntava: "E agora, você acredita no seu Deus". Segundo ele, na maioria das vezes, em pânico a vítima dava resposta negativa. Depois que a vítima desfalecia, ele conferia se o coração ainda batia. No caso de Gleice ele chegou a pensar em terminar de matá-la com uma faca, mas como estava sem ponta voltou a estrangular a adolescente até que ela morresse. Os assassinatos em série ficaram conhecidos como crimes do "maníaco da cruz" porque tinham uma peculiaridade: os corpos eram colocados em posição de crucificação, com as penas cruzadas e os braços abertos. O adolescente disse, em depoimento, que isso era para que as vítimas "encontrassem seu Deus". O adolescente diz cultuar a imagem de satanás e acredita que estava ajudando as pessoas que matavam a ficarem próximas do Deus em que elas acreditavam. Meticuloso, ele usava luvas cirúrgicas para não produzir provas. Outra marca do garoto era a vaidade. Ele gostava de ver notícias sobre seus crimes, no quarto dele foram encontrados três jornais com reportagens sobre os assassinatos. "Ele disse que se sentia bastante capacitado", conta a delegada Maria de Lourdes Cano.Ele também guardava objetos relacionados aos crimes, como a blusa e uma pulseira de Gleice, o celular dela e o de Letícia. Quando a polícia chegou à casa do adolescente, encontrou o canivete usado para escrever a palavra "INRI" no corpo de Catalino, ainda com a mancha de sangue. Foram encontrados no quarto do adolescente posters do "Maníaco do Parque" e de diabo. Havia revistas pornográficas, onde ele avaliava o perfil das garotas para ter um parâmetro de como classificar as vítimas como "vadias" e foram apreendidos dois CDs, cujo conteúdo não foi informado. Foi achado, ainda, um envelope de cor azul, dentro do qual havia um papel com nome das vítimas, escrito em vermelho. Dentre elas, está a moça que foi abordada, mas que ele desistiu de matar, de nome Carla. A frente uma barra e a palavra "salva".Os pais do adolescente, segundo apurou a polícia, não desconfiavam do envolvimento dele nos crimes. Segundo familiares das vítimas, o pai dele era vigia e dava aulas de caratê

Crack ou oxi, sinônimos de morte

Em recente pesquisa sobre o presente tema notei que alguns setores da imprensa brasileira identificaram o que seria uma nova droga também proveniente da cocaína: o oxi. Tal droga seria uma espécie de crack piorado, vez que em sua composição química vários outros produtos são adicionados pelos traficantes manipuladores no intuito de aumentar o lucro financeiro do seu comércio, com o barateamento do produto que assim é sempre melhor consumido pela classe mais pobre do nosso país.

É fato científico que para se fabricar o crack, é usada a pasta base da cocaína que adicionada ao bicarbonato de sódio em proporções equivalentes, manipulados com solventes, se transformam em espécie de pedra meio tenra de cor branca caramelizada. Assim, oficialmente o crack é composto basicamente do lixo da cocaína e do bicarbonato de sódio.

Já o oxi vai mais além na sua insanidade. O seu nome de batismo deriva do verbo oxidar, vez que a borra da cocaína ao ser diluída com o ácido sulfúrico e o ácido clorídrico, misturados e manipulados com a cal virgem, querosene ou gasolina, além do próprio bicarbonato de sódio em combinação com o oxigênio, realiza a transformação química, oxidando o produto também em forma de pedra, só que mais amarelo e bem mais nocivo que o crack.
Em todos os artigos que escrevi sobre o crack sempre contestei a sua fórmula química oficial que não existe em sua composição qualquer produto inflamável. Em contra senso, observa-se perfeitamente que há na pedra do crack o cheiro inconfundível de gasolina ou querosene, ademais alguns usuários me disseram que o odor e o gosto da fumaça inalada é semelhante a pneu queimado, razão pela qual, sempre falei que a cal, o querosene ou gasolina, os ácidos sulfúrico e clorídrico e o bicarbonato de sódio, além da pasta base da cocaína, fazem parte da composição química dessa droga, entretanto agora aparece o oxi como sendo o dono de tal fórmula diabólica.

Em assim sendo, fica a dúvida se os viciados brasileiros estariam consumindo o crack ou o oxi, o que, em absoluto não faz muita diferença. Parece no meu ver, apenas uma questão de nomenclatura. Crack ou oxi se confundem e representam a degradação humana, sofrimento e dor nas suas formas mais drásticas possíveis.

Crack e oxi também pode ser uma coisa só e a fórmula que tanto descrevi e combati veementemente pode ser a exata em detrimento à fórmula oficial do crack originada dos EUA, há mais de três décadas atrás. A não ser que o crack dos norte-americanos seja diferente e menos perigoso que o nosso crack. A não ser que o nosso crack seja na verdade o oxi, um crack piorado, falsificado e abrasileirado como tantos outros produtos importados.

Na verdade, sendo crack ou oxi, o usuário ao fumar toda essa parafernália de produtos altamente nocivos e perigosos, aspira o vapor venenoso para dentro de seus pulmões, entrando em conseqüência na sua corrente sanguínea. Como a droga é inalada na forma de fumaça chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína ou de qualquer outra droga, causando também malefícios mais abrangentes para o usuário que sempre vicia a partir do seu primeiro experimento.

O usuário do crack ou oxi pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico presente na absurda fórmula dessas drogas assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.

É fácil de concluir que os problemas deixados pelo crack ou oxi em todas as áreas sociais crescem em grandes proporções e atingem em cheio o nosso povo, deixando rastros de lama, miséria, sangue e lágrimas, em destaque, para a classe mais pobre do nosso país, mais de perto, para os jovens menos avisados que se lançam nesse profundo poço de difícil retorno.

Autor Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe).
archimedes-marques@bol.com.br

http://periciacriminal.com/novosite/2011/03/15/crack-ou-oxi-sinonimos-de-morte/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+periciacriminal%2FrSAA+%28Per%C3%ADciaCriminal.com%29

quinta-feira, 3 de março de 2011

Serial Killer no Brasil... ( Bahia)

Homem é preso acusado de estuprar prostitutas na Bahia

Salvador - Márcio Adriano Serapião dos Santos, 29 anos, foi preso na terça-feira acusado de roubar e estuprar prostitutas em Salvador, na Bahia. De acordo com a polícia, ele marcava por telefone uma hora em casas que funcionam na orla da capital e, depois que entrava no local, anunciava o assalto. O acusado ainda violentava uma ou mais funcionárias antes de ir embora.

Na ficha, ele ainda acumula cinco homicídios, além de roubos e sequestros. Ao ser apresentado na delegacia, ele negou os crimes e garantiu: “Sou uma pessoa ótima, muito familiar”.

De acordo com a titular da 9ª DP, Dalva Cardoso, no entanto, ele é muito perigoso. Diversas casas de massagem de fachada que funcionam na Boca do Rio, Rio Vermelho, Pituba e Brotas já foram alvos do criminoso. Segundo a polícia, pelo menos um desses estabelecimentos funciona realmente como casa de massagem.

Prisão

Cauã, como Márcio é conhecido, passou a ser procurado há cinco meses por agentes da 9ª DP, após manter em cárcere privado uma cabeleireira de 42 anos. Ele foi finalmente preso quando dirigia um veículo no bairro de Marechal Rondon.

“Ele é um criminoso de alta periculosidade e realizava crimes complexos, como o da mulher que ele manteve em cárcere privado. É algo que, em 31 anos de polícia, eu nunca tinha visto. Ele é muito inteligente”, disse a delegada.

Até a terça-feira, cinco vítimas já tinham reconhecido Cauã como autor dos estupros. A namorada dele, a doméstica Jucilene Bispo dos Santos, 23, que participou do crime de cárcere privado, também foi detida.

Cinco homicídios

Com dois mandados de prisão preventiva em aberto, Cauã é acusado também de esfaquear o empresário Marildo Rocha e matar duas mulheres.

O crime aconteceu em janeiro de 2009, no bairro Catu. A mulher do empresário, Sueli Silva Oliveira, 24, e a babá do bebê dela, Jucicleide Souza, 30, foram amarradas com o fio do telefone e, depois, decapitadas, quando Cauã tentava assaltar a casa onde moravam.

Ainda na cidade, Cauã estuprou e matou Cristiane Novaes. O corpo da vítima foi encontrado num matagal no povoado de Sapé. Por esse crime, ele foi condenado a 30 anos de prisão e, quando estava detido no presídio da cidade, matou um companheiro de cela.

O homossexual foi morto há nove anos, depois de um programa com Cauã. Segundo a delegada, o acusado está à disposição da Justiça e responderá pelos crimes de homicídio, roubo, extorsão e sequestro.

Com informações do jornal Correio da Bahia

http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/3/homem_e_preso_acusado_de_estuprar_prostitutas_na_bahia_147766.html

terça-feira, 1 de março de 2011

Golpe virtual...

Ataques a computadores e mensagens oportunistas aumentam quando usuário acessa menos a rede. Período requer mais atenção

POR ALESSANDRA HORTO

Rio - Foliões que vão passar o Carnaval bem longe do computador podem cair em armadilha ao acessar a conta de e-mail quando retornarem do feriadão. O longo período de ausência da Internet atrai pessoas mal intencionadas e quadrilhas especializadas em roubar dados financeiros.

A proximidade com o prazo de início da declaração do Imposto de Renda também é outro caminho usado pelos golpistas. Por isso, vale lembrar que a Receita Federal não envia e-mails para esclarecer dúvidas e também não fornece link para o contribuinte baixar o formulário. A dica é válida para bancos, que não enviam mensagens sobre recadastramento ou assuntos associados a correntistas.

EVITE LINKS DESCONHECIDOS

Com a caixa de entrada cheia, é difícil estar atento às pegadinhas. Mas algumas dicas podem evitar as arapucas: jamais clique em links desconhecidos. Em geral, levam o usuário para outro site que instala códigos maliciosos para roubar informações pessoais.

Erro de português é muito comum nesse tipo de armadilha. Ao passar o mouse em cima do link, a barra de status (rodapé do navegador) vai revelar, na maioria dos casos, um endereço com terminação “.exe”, o que significa que algo não identificado poderá ser instalado no computador.

PROGRAMAS GRATUITOS - Protegem o computador de vírus e ataques. Procure sites especializados e confiáveis para baixar gratuitamente programas para aumentar a segurança do micro.

CURIOSIDADE - Fraudadores se aproveitam da curiosidade dos internautas para chamar a atenção e induzir ao erro. Roubo de dados e senhas são alguns dos golpes.

http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2011/2/folia_sem_ressaca_com_golpe_virtual_147161.html

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tecnologia ajuda no trabalho de investigação criminal da Polícia Civil


Muito além dos seriados de investigação que fazem sucesso na televisão, a Polícia Civil tem utilizado novas técnicas de apuração que auxiliam no trabalho e permitem, com maior exatidão, o esclarecimento de crimes. De acordo com o delegado titular da 93ª DP de Volta Redonda, Alexandre Leite, a parceria com o Instituto de Identificação Félix Pacheco (IFP) e o Instituto de Criminalística Carlos Éboni (ICCE) tem garantido bons resultados nas investigações.

Segundo Leite, a resolução do assassinato de Moacyr Cardoso Ferreira, de 30 anos, ocorrido em abril de 2008, foi possível após o trabalho o integrado entre a DP de Volta Redonda e o ICCE. Ele informou que o corpo foi encontrado com diversas perfurações provenientes de tiros, boiando no Rio Paraíba do Sul.

Conforme disse o delegado, o crime foi solucionado depois de que o policial atentou para alguns detalhes desconsiderados na época da investigação. Somado a isto foi solicitado um exame de balística.

Ele destacou que a utilização de recursos tecnológicos confere maior credibilidade às investigações, sendo a prova material uma ferramenta para que os resultados das apurações não sejam facilmente refutados pelos advogados dos acusados.

- Estes recursos tecnológicos são ferramentas importantes para a polícia na investigação, pois significam mais uma possibilidade de comprovação dos fatos. Se a apuração não for realizada de maneira minuciosa tem-se o risco de que o autor do crime seja absorvido. Desta forma, todo o trabalho feito será em vão – disse.

Segundo Leite, esses recursos técnicos são fundamentais para comprovar ou contradizer a fala de testemunhas ou o depoimento do próprio suspeito.

- Atualmente os inquéritos não são constituídos apenas de depoimentos testemunhais. O uso de tecnologias modernas ajuda a esclarecer e comprovar se o que está sendo dito é verdade – afirmou.

O delegado ressaltou que algumas pessoas questionam a demora para a resolução de alguns casos. Ele lembrou que diversos fatores interferem no desenvolvimento da investigação.

- Há casos em que a pessoa foi encontrada dias depois do ocorrido e sem que haja qualquer testemunha. Uma vez, por exemplo, recolhemos um corpo que estava boiando no Paraíba. Não havia quem tivesse testemunhado o crime e ninguém registrou o desaparecimento do indivíduo. Uma investigação dessa forma é mais difícil porque a polícia não tem nenhuma informação como ponto de partida – esclareceu.

Conforme explicou Leite, a comprovação de quem teria sido o responsável pelo assassinato de Moacyr foi possível após serem cruzados os dados do projétil encontrado na vítima com a arma do suspeito. Ele lembra que o recurso balístico já era usado pela polícia: o diferencial foram os novos equipamentos adquiridos – mais modernos -, que permitem maior precisão. Atualmente, o tempo de espera para que a delegacia receba o laudo do material enviado para o ICCE, no Rio de Janeiro, tem sido de até quatro meses, lembrando que o Instituto atende a todas os municípios do estado.

- A perícia realizada na capital fez uma comparação das ranhuras da raia da arma, uma espécie de digital do projétil. Os técnicos atiraram em uma superfície específica com a suposta arma do crime e fizeram no microscópio a superposição da imagem produzida com a encontrada no corpo. A comparação apontou que ambas as balas tiveram a mesma origem – explicou.

Outros recursos destacados pelo delegado foram o uso do luminol (substância que permite verificar se há sangue no local mesmo depois que o ambiente ou objeto tenha sido lavado) e o serviço móvel de papiloscopista, com policiais especializados em trabalhar com a identificação humana (como a verificação de impressão digital).

- Esses recursos permitem colocar o suspeito na cena do crime. Se a impressão encontrada tiver 13 pontos coincidentes com o suspeito, o fragmento digital já é considerado suficiente para identificação. Além dessas técnicas outros recursos também são utilizados, mas por questão de segurança preferimos não divulgar. O importante é que as pessoas saibam que estamos trabalhando da melhor maneira para elucidar os crimes ocorridos – finalizou Leite.

Talita Ribeiro – Volta Redonda

Original em: http://diariodovale.uol.com.br/