Um amigo, que é Editor chefe da "REVISTA S" aqui do Rio, me pediu para fazer um texto breve sobre Abuso Sexual e Pedofilia.
Vou posta-lo para que os amigos possam ler, divulgar e comentar.
Abuso Sexual e Pedofilia
Pedofilia é um termo médico usado para definir pessoas adultas que sentem atrações por crianças. Isso é mundialmente tratado como sendo uma doença e não tem cura.
A pedofilia é uma “parafilia”, (forma de ter prazer fora da cópula), tal como a necrofilia (atração sexual por defuntos) e a zoofilia (atração sexual por animais).
Como o ato pedofilico é reconhecido como doença, a Lei Penal Brasileira, não tipifica como crime ser pedófilo, mas criminaliza “ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos”. Art. 217-A do Código Penal Brasileiro.
Há uma linha muito tênue entre sentir desejo sexual por uma criança e usar essa criança para se satisfazer sexualmente. Quando isso acontece os especialistas chamam de Abuso Sexual, pois o ato é abusivo, invasivo, nocivo ao crescimento e amadurecimento da psique da criança, é um ato destrutivo, monstruoso, cruel, maléfico para a vítima e repudiado por toda a humanidade.
Uma criança Abusada carrega marcas por toda sua vida, geralmente é preciso anos de tratamento psicológico para amenizar as feridas e traumas causados pelo abuso.
Os abusadores se dividem em dois tipos: Os Psicóticos e os Psicopatas. O primeiro, só ataca suas vítimas para cumprir ordens ouvidas de vozes vindas de um surto, não escolhe suas vítimas, ataca a primeira pessoa que vir em sua frente, o que ele quer é cumprir a ordem da voz para parar de ouvi-la, ele é literalmente perturbado e só a internação em um hospício o impediria de abusar de alguém. Juridicamente é inimputável, não pode ser condenado.
Já os psicopatas são cruéis, trazem medo e dor para o seio da sociedade. Ele pensa e premedita todos os seus atos, joga o tempo todo com as pessoas, brinca com os sentimentos alheios, abusa da confiança que lhe é dada pelos familiares das vítimas, estuda suas vítimas e as escolhe de forma a satisfazer seus mais variados desejos;
Neste caso, a vítima pode ser menino ou menina, pré-púbere (criança) ou pós-púbere (adolescente). Os psicopatas buscam ganhar a confiança da criança, se tornam amigos, ouvintes, conselheiros e quando de posse desses aspectos ele começa a trabalhar sua maldade.
No Brasil os abusadores são com maior freqüência os próprios familiares, dá-se destaque para os Pais, com uma média de 52% e aos Padrastos com uma média de 32%, vindo depois: Irmãos, tios, avós,mães, babás, empregadas domesticas, colegas de rua, visinhos e em último caso um estranho vindo de longe.
Para evitar os casos de abuso sexual, especialistas aconselham aos pais:
* Serem amigos de seus filhos, sempre conversando sobre esse e todo os tipos de assuntos relacionados a vida íntima da criança, mostrar os malefícios possíveis, fazer com que amigavelmente a criança conte aos pais todos os atos que possivelmente sejam diferentes dos normais, mesmo que estas sejam praticados por um parente próximo.
* Ao deixar a criança usar computadores, ter conhecimento de todos os amigos, todas as conversas, sites visitados e programas utilizados pelas crianças. Não é preciso proibir, mas acompanhar o uso da internet.
* Fazer acompanhamento terapêutico com a criança, pois nem sempre ela contará certos assuntos para a família com medo de repressões.
* Quando houver qualquer tipo de suspeita, procurar a delegacia especializada no assunto para iniciar uma investigação sob suspeita de abuso sexual. No Rio de Janeiro existe a DECAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima), Rua do Lavradio, Centro. Existem também profissionais particulares, (Investigadores), que atuam da forma sigilosa e muitas famílias tem vergonha de estar com a polícia envolvida em casos de família. Mas vale ressaltar que nem todos os profissionais particulares são especialistas no assunto e existem vários aproveitadores.
* Para fazer denúncias anônimas, o Governo criou uma linha de telefone: Disque 100.
Josecler Alair
Investigador Particular
Perito Judicial
C.U.F.D – Inscrição nº. 05413/05
Contato: 021 – 8575-7544
detetivejosecler@hotmail.com
www.detetivejosecler.blogspot.com
Nosso objetivo é fazer desse blog um canal de informações para a sociedade. Nossas postagens, são sobre casos e assuntos polêmicos relacionados com a Justiça, a Polícia, Perícias e a Psicologia. Que possamos aprender com os textos aqui postados.
domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Perícia e o monstro de Realengo.
Barba feita de atirador em vídeo desperta dúvidas sobre data da gravação
Polícia divulga novo vídeo em que assassino comenta plano e diz que imagens são de julho
Rio – A Polícia Civil divulgou ontem mais um vídeo gravado por Wellington Menezes de Oliveira, falando sobre o planejamento do massacre que resultou na morte de 12 adolescentes, no dia 7. Segundo a polícia, o HD (onde os dados do computador ficam armazenados) encontrado pelos agentes e periciado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) teria sido usado, pela última vez, em julho de 2010, o que indicaria que o assassino vinha tramando a matança, no mínimo, havia nove meses.
Na terça-feira, um vídeo que teria sido gravado no dia 5, ou seja, dois dias antes do crime, foi divulgado pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O diretor do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC), Sérgio Henriques, entretanto, foi categórico em afirmar que as primeiras imagens não foram encontradas pela polícia. “Sobre o primeiro vídeo, estamos tomando conhecimento ainda, porque não estava em nada que nós encontramos. Este segundo, sabemos que foi feito por uma câmera Kodak e que foi gravado no ano passado, já que o HD estava inutilizado desde então. Ele foi encontrado, inclusive, numa prateleira toda cheia de poeira”.
Wellington, na verdade, tentou apagar algumas informações deste computador. O ICCE, entretanto, usou um conjunto de software chamado Incase que recupera, inclusive, dados excluídos.
Neste vídeo divulgado ontem, Wellington dá um recado macabro: “A maioria das pessoas me desrespeita, acha que sou um idiota, se aproveita de minha bondade e me julga antecipadamente. São falsas e descobrirão quem sou da maneira mais radical”.
A informação de que o vídeo é de antes de julho de 2010, entretanto, intrigou funcionários do salão onde Wellington cortava o cabelo a cada 30 dias, em Realengo, mesmo após ter se mudado para a casa de Sepetiba. “Não tem como este vídeo ter sido feito no ano passado, porque a barba dele estava muito grande e só cortou agora, dias antes do ataque”, explicou uma cabeleireira.
De fato, essa diferença de tempo também vai de encontro ao depoimento do barbeiro de Wellington, M. à Divisão de Homicídios. Ele afirmou que ‘no último ano, Wellington passou a deixar a barba crescer, atingindo o comprimento até o peito’. O criminoso esteve no salão pela última vez no dia 31. Chegou de barba feita e ainda brincou com M.: “Fiquei mais novo?”.
Macabro
“A maioria das pessoas me desrespeita, acha que sou idiota, se aproveita de minha bondade, me julga antecipadamente. São falsas, desleais. Descobrirão quem sou da maneira mais radical. Uma ação que farei pelos meus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios pelo fato de serem diferentes, de não fazerem parte do grupo dos infiéis, dos desleais, dos falsos, dos corruptos, dos maus. São humilhados por serem bons”.
WELLINGTON MENEZES, o Monstro de Realengo
Original em: http://odia.terra.com.br
Polícia divulga novo vídeo em que assassino comenta plano e diz que imagens são de julho
Rio – A Polícia Civil divulgou ontem mais um vídeo gravado por Wellington Menezes de Oliveira, falando sobre o planejamento do massacre que resultou na morte de 12 adolescentes, no dia 7. Segundo a polícia, o HD (onde os dados do computador ficam armazenados) encontrado pelos agentes e periciado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) teria sido usado, pela última vez, em julho de 2010, o que indicaria que o assassino vinha tramando a matança, no mínimo, havia nove meses.
Na terça-feira, um vídeo que teria sido gravado no dia 5, ou seja, dois dias antes do crime, foi divulgado pelo Jornal Nacional, da TV Globo. O diretor do Departamento de Polícia Técnico Científica (DPTC), Sérgio Henriques, entretanto, foi categórico em afirmar que as primeiras imagens não foram encontradas pela polícia. “Sobre o primeiro vídeo, estamos tomando conhecimento ainda, porque não estava em nada que nós encontramos. Este segundo, sabemos que foi feito por uma câmera Kodak e que foi gravado no ano passado, já que o HD estava inutilizado desde então. Ele foi encontrado, inclusive, numa prateleira toda cheia de poeira”.
Wellington, na verdade, tentou apagar algumas informações deste computador. O ICCE, entretanto, usou um conjunto de software chamado Incase que recupera, inclusive, dados excluídos.
Neste vídeo divulgado ontem, Wellington dá um recado macabro: “A maioria das pessoas me desrespeita, acha que sou um idiota, se aproveita de minha bondade e me julga antecipadamente. São falsas e descobrirão quem sou da maneira mais radical”.
A informação de que o vídeo é de antes de julho de 2010, entretanto, intrigou funcionários do salão onde Wellington cortava o cabelo a cada 30 dias, em Realengo, mesmo após ter se mudado para a casa de Sepetiba. “Não tem como este vídeo ter sido feito no ano passado, porque a barba dele estava muito grande e só cortou agora, dias antes do ataque”, explicou uma cabeleireira.
De fato, essa diferença de tempo também vai de encontro ao depoimento do barbeiro de Wellington, M. à Divisão de Homicídios. Ele afirmou que ‘no último ano, Wellington passou a deixar a barba crescer, atingindo o comprimento até o peito’. O criminoso esteve no salão pela última vez no dia 31. Chegou de barba feita e ainda brincou com M.: “Fiquei mais novo?”.
Macabro
“A maioria das pessoas me desrespeita, acha que sou idiota, se aproveita de minha bondade, me julga antecipadamente. São falsas, desleais. Descobrirão quem sou da maneira mais radical. Uma ação que farei pelos meus semelhantes que são humilhados, agredidos, desrespeitados em vários locais, principalmente em escolas e colégios pelo fato de serem diferentes, de não fazerem parte do grupo dos infiéis, dos desleais, dos falsos, dos corruptos, dos maus. São humilhados por serem bons”.
WELLINGTON MENEZES, o Monstro de Realengo
Original em: http://odia.terra.com.br
sexta-feira, 18 de março de 2011
Feridas que não cicatrizam: a neurobiologia do abuso infantil

Maus tratos na infância podem ter efeitos negativos duradouros no desenvolvimento e nas funções do cérebro
Martin H. Teicher
Em 1994, a polícia de Boston chocou-se ao descobrir um menino de quatro anos de idade, desnutrido e trancado num apartamento imundo de Roxbury, onde vivia em condições pavorosas. Pior, as mãozinhas da criança tinham sido horrivelmente queimadas. Soube-se que a mãe, viciada em drogas, tinha posto as mãos do menino sob a torneira de água fervente para castigá-lo por ter consumido a comida de seu namorado. A criança ferida não tivera nenhum tipo de assistência médica. A história perturbadora chegou rapidamente às manchetes. Adotado, o menino recebeu enxertos de pele para ajudar as mãos machucadas a recuperar suas funções. Mas, embora as feridas físicas da vítima tenham sido tratadas, descobertas recentes indicam que ferimentos infligidos a sua mente em desenvolvimento podem nunca cicatrizar de todo.
Ainda que seja um exemplo extremo, esse caso notório infelizmente não é incomum. A cada ano, as agências de bem-estar do menor dos EUA recebem mais de três milhões de denúncias de abuso e negligência no trato de crianças, e levantam evidências suficientes para substanciar mais de um milhão de casos.
Não é surpresa para nós que as pesquisas revelem um forte laço entre maus tratos físicos, sexuais e emocionais e o desenvolvimento de problemas psiquiátricos. Mas, até o início dos anos 90, profissionais da área de saúde mental acreditavam que as dificuldades emocionais e sociais ocorriam principalmente por meios psicológicos. Os maus tratos na infância eram vistos como causadores do desenvolvimento de mecanismos de defesa intra-psíquicos, responsáveis pelo fracasso do indivíduo na idade adulta. Ou como paralisadores do desenvolvimento psicossocial, mantendo a vítima presa à condição de "criança ferida". Os pesquisadores achavam que os danos eram basicamente um problema de software, tratáveis com uma reprogramação via terapia, ou que podiam simplesmente ser apagados com exortações do tipo "esqueça" ou "supere".
Novas investigações sobre as conseqüências dos maus tratos na infância, incluindo o trabalho que meus colegas e eu fizemos no McLean Hospital em Belmont, Massachusetts, e na Harvard Medical School, parecem contar uma história diferente. Como o abuso infantil ocorre durante o período formativo crítico em que o cérebro está sendo fisicamente esculpido pela experiência, o impacto do extremo estresse pode deixar uma marca indelével em sua estrutura e função. Tais abusos, parece, induzem a uma cascata de efeitos moleculares e neurobiológicos, que alteram de modo irreversível o desenvolvimento neuronal.
Personalidades Extremas
O efeito do abuso infantil pode manifestar-se de várias formas, em qualquer idade. Internamente, pode aparecer como depressão, ansiedade, pensamentos suicidas ou estresse pós-traumático; pode também expressar-se externamente como agressão, impulsividade, delinqüência, hiperatividade ou abuso de substâncias. Uma condição psiquiátrica fortemente associada a maus tratos na infância é o chamado distúrbio de personalidade limítrofe (borderline personality disorder). O indivíduo com essa disfunção tem como característica enxergar os outros em termos de preto ou branco, oito ou oitenta, muitas vezes colocando seus interlocutores num pedestal, para depois transformá-los em vilões, a partir de algo percebido como desfeita ou traição. Aqueles que sofrem desse distúrbio são propensos a explosões de cólera e episódios transitórios de paranóia ou psicose. Eles possuem tipicamente uma história de relações intensas e instáveis, muitas vezes tentam escapar por meio do abuso de substâncias, e apresentam impulsos auto-destrutivos ou suicidas.
Ao tratar três pacientes com distúrbio de personalidade limítrofe, em 1984, comecei a suspeitar que a exposição precoce a várias formas de maus tratos havia alterado o desenvolvimento de seus sistemas límbicos. O sistema límbico é uma série de núcleos cerebrais interconectados (centros neurais), que desempenham um papel central na regulagem da emoção e da memória. Duas regiões límbicas criticamente importantes são o hipocampo e a amígdala, localizados abaixo do córtex, no lobo temporal (ver ilustração). Acredita-se que o hipocampo seja importante na formação e recuperação tanto da memória verbal quanto da emocional, enquanto a amígdala está ligada à criação do conteúdo emocional da memória - por exemplo, sentimentos relacionados ao medo e a reações agressivas.
Meus colegas do hospital McLean, Yutaka Ito e Carol A. Glod, e eu nos perguntamos se o abuso infantil não poderia prejudicar o amadurecimento saudável dessas regiões do cérebro. Os maus tratos na infância poderiam estimular as amígdalas a um estado de irritabilidade elétrica elevada ou danificar o hipocampo em desenvolvimento por meio de uma exposição excessiva aos hormônios do estresse? Fomos mais longe, refletindo se danos ao hipocampo ou superexcitação da amígdala não poderiam produzir sintomas semelhantes aos de pacientes com epilepsia de lobo temporal (ELT), que esporadicamente perturba as funções desses núcleos do cérebro.
Formigamentos e alucinações
Durante os ataques de ELT, os pacientes permanecem conscientes, enquanto sofrem um leque de sintomas psicomotores causados por tempestades elétricas nessas regiões. Efeitos associados incluem o desencadeamento abrupto de formigamentos, entorpecimento ou vertigem; manifestações como olhar fixamente ou contorcer-se; e sintomas, como enrubescimento, náusea ou a sensação de "frio no estômago" que se tem num elevador de alta velocidade. A ELT pode também causar alucinações.
Para explorar a relação entre abuso precoce e disfunção do sistema límbico, idealizei, em 1984, uma lista de perguntas para medir a freqüência com que os pacientes apresentavam sintomas semelhantes aos da ELT. Em 1993, meus colegas e eu computamos as respostas de 253 adultos. Pouco mais da metade relatou ter sido vítima de abusos físicos ou sexuais ou ambos, quando criança. Comparados com pacientes que não relataram maus tratos, a média de pontos da checagem foi 38 % maior em vítimas de abuso físico (mas não sexual) e 49 % mais elevada em vítimas de abuso sexual (mas não físico). Os indivíduos que admitiram tanto abusos físicos quanto sexuais tiveram pontuação 113 % maior do que os que não relataram nenhum tipo de abuso. Maus tratos sofridos antes dos 18 anos tiveram mais impacto do que os ocorridos em idade posterior, e homens e mulheres foram afetados de modo semelhante.
Em 1994, nossa equipe do McLean procurou apurar se o abuso físico, sexual ou psicológico estava associado a anormalidades das ondas cerebrais em eletroencefalogramas (EEGs), que possibilitavam uma medida mais direta da irritabilidade límbica do que a checagem. Em busca dessa conexão, revisamos as fichas de 115 admissões consecutivas num hospital psiquiátrico para crianças e adolescentes. E encontramos anormalidades significativas de ondas cerebrais em 54 % dos pacientes com histórico de trauma precoce, mas em apenas 27 % dos pacientes que não tinham sofrido abusos.
O COMPORTAMENTO ANTI-SOCIAL resultante de abuso na infância parece ser causado pela superexcitação do sistema límbico, uma região primitiva, no centro do cérebro, que regula a memória e a emoção. Acredita-se que duas estruturas relativamente pequenas, o hipocampo e a amígdala, desempenhem papéis de destaque na geração desse tipo de disfunção. O hipocampo é importante para determinar quais informações recebidas são armazenadas na memória de longo prazo. A principal tarefa da amígdala é filtrar e interpretar informações relacionadas com a sobrevivência e as necessidades emocionais do indivíduo e, em seguida, ajudar a desencadear as reações apropriadas.
Observamos anomalias nos EEGs de 72 % daqueles que haviam documentado histórias de abusos físicos e sexuais sérios. As irregularidades apareceram nas regiões frontal e temporal do cérebro e, para nossa surpresa, envolviam especificamente o hemisfério esquerdo ao invés dos dois lados, como seria de se esperar.
Vítimas de incesto
Nossas descobertas se encaixaram com as de um estudo, realizado em 1978, com EEGs de adultos que haviam sido vítimas de incesto. O autor do estudo, Robert W. Davies, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, e sua equipe descobriram que 77 % apresentavam anormalidades nos EEGs e 27 % sofriam de ataques. Trabalhos subseqüentes de outros pesquisadores, usando imageamento por ressonância magnética (IRM) confirmaram a associação entre maus tratos precoces e redução no tamanho do hipocampo adulto. A amígdala também pode ser menor.
Em 1997, J. Douglas Bremner, na época na Escola de Medicina da Universidade de Yale, e seus colegas, compararam as escanerizações por ressonância magnética feitas em 17 adultos submetidos a abusos físicos ou sexuais na infância, todos eles portadores de distúrbio de estresse pós-traumático, com as imagens de 17 pessoas saudáveis, que correspondiam aos doentes em idade, sexo, raça e outras características (anos de escolarização, abuso de álcool, se canhotos ou destros). Os hipocampos esquerdos das vítimas de abuso com distúrbio de estresse pós-traumático eram, em média, 12 % menores que os do grupo de controle, mas os hipocampos direitos tinham tamanho normal. Como seria de se esperar, dado o papel importante do hipocampo na função da memória, a pontuação desses pacientes também foi menor em testes de memória verbal do que a do grupo que não sofreu abusos.
Em 1997, Murray B. Stein, da Universidade da Califórnia em San Diego, também encontrou anormalidades nos hipocampos esquerdos de 21 mulheres adultas que tinham sofrido abusos sexuais na infância e apresentavam o chamado distúrbio de personalidade múltipla, uma condição que alguns pesquisadores acreditam ser comum em mulheres vítimas de abusos. Stein verificou que, nessas mulheres, o hipocampo esquerdo era significativamente reduzido, mas o tamanho do direito era relativamente normal. Além disso, ele encontrou uma clara correspondência entre o grau de redução no tamanho do hipocampo e a gravidade dos sintomas dissociativos das pacientes. Em 2001, Martin Driessen, do Gilead Hospital, em Bielefeld, Alemanha, e seus colegas relataram uma redução de 16 % no tamanho do hipocampo e de 8 % no tamanho da amígdala em mulheres adultas com personalidade limítrofe e um histórico de maus tratos na infância.
Por outro lado, em 1999, quando Michael De Bellis e seus colegas, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, mediram cuidadosamente imagens de ressonância magnética dos hipocampos de 44 crianças maltratadas portadoras de distúrbio de estresse pós-traumático e de 61 crianças saudáveis do grupo de controle, eles não observaram uma diferença significativa no volume.
Recentemente, Susan Andersen, Ann Polcari e eu obtivemos resultados semelhantes em nossa análise volumétrica dos hipocampos de 18 adultos jovens (de 18 a 22 anos de idade), com um histórico de repetidos abusos sexuais forçados, acompanhados de medo ou terror, que foram comparados a 19 jovens saudáveis da mesma idade. Ao contrário de estudos anteriores, os participantes do grupo de controle não eram pacientes, mas pessoas recrutadas entre público em geral.
Redução da amígdala
Não observamos diferenças de volume nos hipocampos. Como ocorreu com o grupo de Driessen, no entanto, constatamos uma redução média de 9,8% no tamanho da amígdala esquerda, que se correlacionava com sentimentos de depressão, irritabilidade ou hostilidade. Perguntamo-nos por que o hipocampo era menor em pacientes que sofreram abuso nos estudos de Bremner, Stein e Dreissen, mas normal no de De Bellis e em nossa própria investigação. Das várias respostas possíveis, a mais provável é que o estresse exerça uma influência muito gradual no hipocampo, de modo que seus efeitos adversos talvez não sejam discerníveis a nível anatômico até que as pessoas fiquem mais velhas.
Além disso, estudos feitos com animais por Bruce S. McEwen, da Universidade Rockefeller, e Robert M. Sapolsky, da Universidade de Stanford, já haviam demonstrado a marcante vulnerabilidade do hipocampo às devastações do estresse. Ele não é apenas susceptível por se desenvolver lentamente; é também uma das poucas regiões do cérebro que continuam a produzir novos neurônios após o nascimento. Ademais, tem uma densidade maior de receptores do hormônio de estresse, o cortisol, do que quase todas as outras áreas do cérebro. A exposição aos hormônios do estresse pode mudar significativamente o formato dos maiores neurônios do hipocampo e até mesmo matá-los. E também suprimir a produção de novas células.
Experiências com ratos, feitas por Christian Caldji e Michael J. Meaney, da Universidade McGill, e Paul M. Plotsky, da Universidade Emory, mostraram que o estresse precoce reconfigura a organização molecular dessa região. Um resultado importante é a alteração da estrutura de receptores gaba na amígdala (ver ilustração). Esses receptores reagem ao ácido gama-aminobutírico (gaba), o principal neurotransmissor inibidor do cérebro, que atenua a excitabilidade elétrica dos neurônios. A redução da função desse neurotransmissor produz atividade elétrica excessiva e pode desencadear ataques. Tal descoberta proporcionou uma explicação molecular elegante para nossas constatações de anormalidades em eletroencefalogramas e irritabilidade límbica em pacientes que sofreram abuso na infância.
MENOS INIBIÇÕES: O estresse causa mudanças nos receptores pós-sinápticos normais de ácido gama-aminobutírico (gaba), o principal neurotransmissor inibidor no sistema nervoso central (à esquerda). E pode levar à superestimulação de neurônios, resultando em irritabilidade do sistema límbico. A presença de gaba diminui a excitabilidade elétrica dos neurônios ao permitir um fluxo maior de íons de cloro (no centro). A perda de uma das subunidades-chave do receptor gaba prejudica sua capacidade de moderar a atividade neuronal (à direita).
O efeito sobre o sistema límbico foi apenas a conseqüência mais esperada do trauma infantil. Estávamos intrigados, no entanto, com nossa observação anterior de que os maus tratos estavam associados a anormalidades no hemisfério esquerdo. Isso nos inspirou a examinar o efeito do abuso em idade precoce no desenvolvimento dos hemisférios cerebrais. Decidimos usar a coerência em eletroencefalograma, um sofisticado método de análise quantitativa que fornece evidências sobre a microestrutura do cérebro, sua fiação e sua circuitaria. A técnica proporciona uma medida matemática do grau de inter-relação entre os neurônios do córtex que processam e modificam os sinais elétricos cerebrais. Em geral, níveis anormalmente elevados de coerência em eletroencefalograma são evidências de desenvolvimento diminuído nessas trocas entre neurônios.
Hemisférios menos desenvolvidos
Nossa equipe de pesquisa usou essa técnica, em 1997, para comparar 15 voluntários saudáveis com 15 pacientes psiquiátricos, crianças e adolescentes, que tinham um histórico confirmado de intenso abuso físico ou sexual. Medidas de coerência mostraram que os córtex esquerdos dos jovens do grupo de controle eram mais desenvolvidos do que os direitos - um resultado compatível com o fato de que os destros tendem a ter o córtex esquerdo dominante. Os pacientes maltratados, no entanto, tinham o córtex direito claramente mais desenvolvido, muito embora todos fossem destros e, portanto, tivessem o córtex esquerdo dominante. Os hemisférios direitos de pacientes que sofreram abusos desenvolveram-se tanto quanto os dos do grupo de controle, mas seus hemisférios esquerdos ficaram substancialmente para trás.
O hemisfério esquerdo é especializado na percepção e expressão da linguagem, enquanto o direito se especializa no processamento de informações espaciais e no processamento e expressão de emoções - particularmente emoções negativas. Perguntamo-nos se crianças maltratadas não teriam armazenado suas memórias perturbadoras no hemisfério direito, e se a recordação dessas memórias não poderia ativá-lo preferencialmente.
Para testar essa hipótese, Fred Schiffer trabalhou em meu laboratório no McLean em 1995, medindo a atividade hemisférica em adultos durante a lembrança de uma memória neutra e de uma memória perturbadora precoce. Aqueles com um histórico de abuso pareceram usar predominantemente seus hemisférios esquerdos ao pensar em memórias neutras e os direitos ao pensar em lembranças precoces ruins. Os participantes do grupo de controle usaram ambos os hemisférios em grau comparável para as duas atividades - o que sugere que suas reações eram mais integradas entre os dois hemisférios.
Como a pesquisa de Schiffer indicou que o trauma de infância era associado à menor integração entre os hemisférios esquerdo e direito, decidimos procurar alguma deficiência no principal caminho para a troca de informações entre os dois hemisférios, o corpo caloso. Em 1997, Andersen e eu colaboramos com Jay Giedd, do National Institute of Mental Health, em busca do efeito postulado. Juntos verificamos que, em meninos que haviam sido submetidos a abusos ou abandono, as partes centrais do corpo caloso eram significativamente menores do que nos grupos de controle. Além do mais, em meninos, o abandono tinha um efeito muito maior do que qualquer outro mau trato. Em meninas, no entanto, o abuso sexual era o fator mais poderoso, associado a uma grande redução no tamanho das partes centrais do corpo caloso.
Nossa mais recente descoberta tem suas raízes nos estudos seminais de Harry F. Harlow, da Universidade de Wisconsin-Madison. Na década de 50, Harlow comparou macacos criados por suas mães com macacos criados por "mães substitutas", de arame e pelúcia. Os macacos criados por mães substitutas tornaram-se adultos socialmente não integrados e extremamente agressivos. Trabalhando com Harlow, W. A. Mandon, do Delta Primate Center, em Louisiana, descobriu que essas conseqüências eram menos graves se a mãe substituta fosse balançada de um lado para outro. J. W. Prescott, do National Institute of Child Health and Human Development, levantou a hipótese de que esse movimento poderia ser transmitido para o cerebelo, particularmente sua parte central, chamada vermis cerebelar (ver ilustração). Entre outras funções, o vermis modula os núcleos que controlam a produção e a liberação dos neurotransmissores norepinefrina e dopamina. Essa parte do cérebro desenvolve-se gradualmente, continua a criar neurônios depois do nascimento e tem uma densidade de receptores de hormônios de estresse ainda maior do que a do hipocampo. De modo que a exposição a esses hormônios pode afetar fortemente seu desenvolvimento.
O descontrole dos sistemas de norepinefrina e dopamina, os neurotransmissores comandados pelo vermis, pode produzir sintomas de depressão, psicose e hiperatividade, assim como prejudicar a atenção. A ativação do sistema de dopamina desloca a atenção para o hemisfério esquerdo (verbal), enquanto a ativação do sistema de norepinefrina desloca a atenção para o hemisfério direito (emocional). Talvez o mais curioso, o vermis também ajuda a regular a atividade elétrica no sistema límbico, e a estimulação vermal pode suprimir ataques no hipocampo e na amígdala.
Sintomas Psiquiátricos
R. G. Heath, trabalhando na Universidade de Tulane nos anos 50, descobriu que os macacos de Harlow possuíam focos epilépticos em certas estruturas cerebrais, inclusive o hipocampo. Em trabalho posterior com seres humanos, ele constatou que a estimulação elétrica do vermis reduzia a freqüência dos ataques e melhorava a saúde mental num pequeno número de pacientes com distúrbios neuropsiquiátricos intratáveis. Este resultado levou meus colegas e eu a especular se o abuso na infância não poderia produzir anormalidades no vermis cerebelar capazes de responder pelos sintomas psiquiátricos, irritabilidade límbica e degeneração gradual do hipocampo.
Para começar a testar essa hipótese, Carl M. Anderson trabalhou recentemente comigo e com Perry Renshaw no centro de imageamento cerebral do Hospital McLean. Usando novas técnicas que desenvolvemos, pudemos monitorar pela primeira vez o fluxo sangüíneo regional do cérebro em repouso, sem usar marcadores radiativos ou corantes de contraste. Quando o cérebro está repousando, a atividade neuronal de uma região corresponde de perto à quantidade de sangue que essa área recebe para manter-se ativa. Anderson descobriu uma impressionante correlação entre a atividade no vermis cerebelar e o grau de irritabilidade límbica (determinado a partir de minha já mencionada lista de perguntas), tanto em jovens adultos saudáveis quanto naqueles com um histórico de abusos sexuais repetidos.
Para qualquer nível de sintomatologia límbica, no entanto, a quantidade de fluxo sangüíneo no vermis cerebelar foi marcadamente menor em indivíduos com histórico de traumas. O baixo fluxo de sangue aponta para um dano funcional na atividade do vermis. Na média, pacientes vítimas de abuso tiveram pontuação mais alta na checagem presumivelmente porque seu vermis não podia ativar-se o suficiente para controlar níveis mais altos de irritabilidade límbica.
Juntas, essas descobertas sugerem um intrigante modelo que explica a forma na qual o distúrbio de personalidade limítrofe pode aparecer. A integração reduzida entre os hemisférios e um corpo caloso menor podem predispor os pacientes a deslocar-se abruptamente de estados dominados pelo hemisfério esquerdo para estados dominados pelo hemisfério direito, com percepções e memórias emocionais muito diferentes. Esse domínio hemisférico polarizado pode fazer com que a pessoa veja os amigos, a família e os colegas de trabalho de forma excessivamente positiva em um estado e de maneira retumbantemente negativa em outro - o que é marca registrada do distúrbio. Além disso, a irritabilidade elétrica límbica pode produzir sintomas de agressão, exasperação e ansiedade. Atividades de EEG anormais no lobo temporal também são freqüentemente observadas em pessoas com comportamento auto-destrutivo e forte propensão para o suicídio.
Nossa equipe começou essa pesquisa a partir da hipótese de que o estresse precoce era um agente tóxico que interferiria na progressão normal e suavemente orquestrada do desenvolvimento do cérebro, levando a problemas psiquiátricos duradouros. Frank W. Putnam, do Children's Hospital Medical Center, de Cincinnati, e Bruce D. Perry, do Alberta Mental Health Board, do Canadá, agora sustentam a mesma hipótese. Eu, no entanto, passei a questionar e a reavaliar nossa premissa inicial. Os cérebros humanos evoluíram de forma a serem moldados pela experiência, e dificuldades precoces eram rotineiras durante o nosso desenvolvimento ancestral. É plausível que o cérebro em desenvolvimento nunca tenha evoluído para enfrentar a exposição a maus tratos e portanto seja danificado de uma maneira não-adaptativa? Isso parece extremamente improvável. A alternativa lógica é que a exposição precoce ao estresse gera efeitos moleculares e neurobiológicos que alteram o desenvolvimento neuronal de uma forma adaptativa, que prepara o cérebro adulto a sobreviver e a se reproduzir num mundo perigoso.
Adaptações ao ambiente adverso
Quais traços ou capacidades podem ter sido benéficos para a sobrevivência nas duras condições de tempos remotos? Alguns dos mais óbvios são o potencial para mobilizar uma intensa reação de luta-ou-fuga, a resposta agressiva ao desafio sem hesitação indevida, a capacidade de estar em estado de alerta para o perigo e produzir contraposições robustas ao estresse que facilitem a recuperação de ferimentos. Nesse sentido, podemos reconsiderar as mudanças no cérebro que observamos como sendo adaptações a um ambiente adverso.
Embora esse estado adaptativo ajude o indivíduo afetado a atravessar a salvo seus anos reprodutivos (e até provavelmente aumente a promiscuidade sexual), que são críticos para o sucesso evolutivo, ele custa caro. McEwen recentemente teorizou que a superativação dos sistemas de reação ao estresse, uma resposta que pode ser necessária para a sobrevivência a curto prazo, aumenta o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão; leva a um grande número de problemas psiquiátricos, incluindo um alto risco de suicídio; e acelera o envelhecimento e a degeneração das estruturas do cérebro, inclusive do hipocampo.
Nossa hipótese é que alimentação adequada e ausência de estresse precoce intenso permitem que nosso cérebro se desenvolva de uma maneira que é menos agressiva e mais estável do ponto de vista emocional e integrada social, empática e hemisfericamente. Acreditamos que esse processo aumenta a capacidade dos animais sociais de construir estruturas interpessoais mais complexas e permite aos seres humanos realizar melhor seu potencial criativo.
A sociedade colhe o que planta na maneira como cuida de seus filhos. O estresse esculpe o cérebro para exibir variados comportamentos anti-sociais, embora adaptativos. Se vem em forma de trauma físico, emocional ou sexual, ou por meio de exposição a guerras, fome ou pestilência, o estresse pode desencadear uma onda de mudanças hormonais que liga permanentemente o cérebro de uma criança para lidar com um mundo cruel. Por meio dessa cadeia de eventos, a violência e o abuso passam de geração em geração, tanto quanto de uma sociedade para a seguinte. A dura conclusão a que chegamos é que temos a necessidade de fazer muito mais para assegurar que o abuso infantil nem venha a ocorrer, porque uma vez que essas alterações-chave ocorram no cérebro, pode não existir um caminho de volta.
Sobre o autor:
Martin H. Teicher é professor associado de psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade de Harvard, diretor do Programa de Pesquisa de Biopsiquiatria Desenvolvimental no Hospital McLean, em Belmont, Massachusetts, e chefe do Laboratório de Psicofarmacologia Desenvolvimental no Centro de Pesquisa Mailman, do Hospital McLean.
Para conhecer mais:
"Developmental traumatology part 2: brain development", de M. D. De Bellis, M. S. Keshavan, D. B. Clark, B. J. Casey, J. N. Giedd, A . M. Boring, K. Frustaci e N. D. Ryan, em Biological Psychiatry, vol. 45, no. 10, páginas 1271-1284, 15 de maio de 1999.
"Wounds that time won't heal: the neurobiology of child abuse", de Martin H. Teicher, em Cerebrum, vol. 2, no. 4, páginas 50-67, Dana Press, 2000.
Hospital McLean: www.mcleanhospital.org/
quarta-feira, 16 de março de 2011
O Maniaco da Cruz

Um garoto de boa aparência, sociável e trabalhador.
Ao falar de seus crimes, frio e vaidoso.
Este é o perfil do adolescente de 16 anos, após confessar três assassinatos em série, em Rio Brilhante. Ele disse que escolhia as vítimas aleatoriamente e após uma conversa, que na verdade era uma entrevista, ele classificava a pessoa como "pura" ou "impura" e com base nisso, se ela deveria ou não continuar vivendo. O primeiro assassinato foi no dia 24 de julho. O adolescente disse que o pedreiro Catalino Cardena, 33 anos, teria o assediado, propondo manter relações sexuais e por isso resolveu matá-lo. Catalino recebeu um golpe de faca e depois o adolescente usou um canivete para escrever INRI (Jesus Nazareno Rei dos Judeus) no peito dele. Depois de cometer o primeiro crime, o adolescente não voltou mais à escola, onde cursava o 9º ano do Ensino Fundamental. Um mês depois Letícia Neves de Oliveira, 22 anos era assassinada. O rapaz a abordou próximo da casa dela, que fica em frente ao cemitério e começou a conversar. No diálogo ele perguntava primeiro se a pessoa acreditava em Deus, depois se tinha namorado e se já havia mantido relações sexuais. Letícia seria também, homossexual e o adolescente julgou que ela deveria morrer. Em todos os casos ele aplicava uma gravata na vítima e, encostando uma faca no corpo dela, a obrigava a ir ao local onde consumaria o assassinato.
Letícia foi morta por estrangulamento e deixada sobre um túmulo e despida. Como ela tinha uma tatuagem de cruz no peito ele resolveu não deixar marca. Em setembro não houve crime. O garoto chegou a abordar e conversar com uma garota, chamada Carla, mas considerou que ela "era pura" e que não merecia morrer. A garota foi ouvida pela polícia, como única testemunha, e confirmou a abordagem. O último crime foi nesta semana. O corpo de Gleice Kelly da Silva, 13 anos, foi encontrado em um terreno baldio no assentamento Por do Sol, sem a blusa e o sutiã. Esta vítima o adolescente classificou como "desobediente" porque se negou a ficar de costas para que ele a estrangulasse. Próximo ao corpo ele deixou um bilhete com várias cruzes e letras soltas que, dentre as possibilidades, formava a palavra "INFERNO". O rapaz não mostra arrependimento. Ele conta que no momento em que estrangulava as vítimas perguntava: "E agora, você acredita no seu Deus". Segundo ele, na maioria das vezes, em pânico a vítima dava resposta negativa. Depois que a vítima desfalecia, ele conferia se o coração ainda batia. No caso de Gleice ele chegou a pensar em terminar de matá-la com uma faca, mas como estava sem ponta voltou a estrangular a adolescente até que ela morresse. Os assassinatos em série ficaram conhecidos como crimes do "maníaco da cruz" porque tinham uma peculiaridade: os corpos eram colocados em posição de crucificação, com as penas cruzadas e os braços abertos. O adolescente disse, em depoimento, que isso era para que as vítimas "encontrassem seu Deus". O adolescente diz cultuar a imagem de satanás e acredita que estava ajudando as pessoas que matavam a ficarem próximas do Deus em que elas acreditavam. Meticuloso, ele usava luvas cirúrgicas para não produzir provas. Outra marca do garoto era a vaidade. Ele gostava de ver notícias sobre seus crimes, no quarto dele foram encontrados três jornais com reportagens sobre os assassinatos. "Ele disse que se sentia bastante capacitado", conta a delegada Maria de Lourdes Cano.Ele também guardava objetos relacionados aos crimes, como a blusa e uma pulseira de Gleice, o celular dela e o de Letícia. Quando a polícia chegou à casa do adolescente, encontrou o canivete usado para escrever a palavra "INRI" no corpo de Catalino, ainda com a mancha de sangue. Foram encontrados no quarto do adolescente posters do "Maníaco do Parque" e de diabo. Havia revistas pornográficas, onde ele avaliava o perfil das garotas para ter um parâmetro de como classificar as vítimas como "vadias" e foram apreendidos dois CDs, cujo conteúdo não foi informado. Foi achado, ainda, um envelope de cor azul, dentro do qual havia um papel com nome das vítimas, escrito em vermelho. Dentre elas, está a moça que foi abordada, mas que ele desistiu de matar, de nome Carla. A frente uma barra e a palavra "salva".Os pais do adolescente, segundo apurou a polícia, não desconfiavam do envolvimento dele nos crimes. Segundo familiares das vítimas, o pai dele era vigia e dava aulas de caratê
Crack ou oxi, sinônimos de morte
Em recente pesquisa sobre o presente tema notei que alguns setores da imprensa brasileira identificaram o que seria uma nova droga também proveniente da cocaína: o oxi. Tal droga seria uma espécie de crack piorado, vez que em sua composição química vários outros produtos são adicionados pelos traficantes manipuladores no intuito de aumentar o lucro financeiro do seu comércio, com o barateamento do produto que assim é sempre melhor consumido pela classe mais pobre do nosso país.
É fato científico que para se fabricar o crack, é usada a pasta base da cocaína que adicionada ao bicarbonato de sódio em proporções equivalentes, manipulados com solventes, se transformam em espécie de pedra meio tenra de cor branca caramelizada. Assim, oficialmente o crack é composto basicamente do lixo da cocaína e do bicarbonato de sódio.
Já o oxi vai mais além na sua insanidade. O seu nome de batismo deriva do verbo oxidar, vez que a borra da cocaína ao ser diluída com o ácido sulfúrico e o ácido clorídrico, misturados e manipulados com a cal virgem, querosene ou gasolina, além do próprio bicarbonato de sódio em combinação com o oxigênio, realiza a transformação química, oxidando o produto também em forma de pedra, só que mais amarelo e bem mais nocivo que o crack.
Em todos os artigos que escrevi sobre o crack sempre contestei a sua fórmula química oficial que não existe em sua composição qualquer produto inflamável. Em contra senso, observa-se perfeitamente que há na pedra do crack o cheiro inconfundível de gasolina ou querosene, ademais alguns usuários me disseram que o odor e o gosto da fumaça inalada é semelhante a pneu queimado, razão pela qual, sempre falei que a cal, o querosene ou gasolina, os ácidos sulfúrico e clorídrico e o bicarbonato de sódio, além da pasta base da cocaína, fazem parte da composição química dessa droga, entretanto agora aparece o oxi como sendo o dono de tal fórmula diabólica.
Em assim sendo, fica a dúvida se os viciados brasileiros estariam consumindo o crack ou o oxi, o que, em absoluto não faz muita diferença. Parece no meu ver, apenas uma questão de nomenclatura. Crack ou oxi se confundem e representam a degradação humana, sofrimento e dor nas suas formas mais drásticas possíveis.
Crack e oxi também pode ser uma coisa só e a fórmula que tanto descrevi e combati veementemente pode ser a exata em detrimento à fórmula oficial do crack originada dos EUA, há mais de três décadas atrás. A não ser que o crack dos norte-americanos seja diferente e menos perigoso que o nosso crack. A não ser que o nosso crack seja na verdade o oxi, um crack piorado, falsificado e abrasileirado como tantos outros produtos importados.
Na verdade, sendo crack ou oxi, o usuário ao fumar toda essa parafernália de produtos altamente nocivos e perigosos, aspira o vapor venenoso para dentro de seus pulmões, entrando em conseqüência na sua corrente sanguínea. Como a droga é inalada na forma de fumaça chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína ou de qualquer outra droga, causando também malefícios mais abrangentes para o usuário que sempre vicia a partir do seu primeiro experimento.
O usuário do crack ou oxi pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico presente na absurda fórmula dessas drogas assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
É fácil de concluir que os problemas deixados pelo crack ou oxi em todas as áreas sociais crescem em grandes proporções e atingem em cheio o nosso povo, deixando rastros de lama, miséria, sangue e lágrimas, em destaque, para a classe mais pobre do nosso país, mais de perto, para os jovens menos avisados que se lançam nesse profundo poço de difícil retorno.
Autor Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe).
archimedes-marques@bol.com.br
http://periciacriminal.com/novosite/2011/03/15/crack-ou-oxi-sinonimos-de-morte/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+periciacriminal%2FrSAA+%28Per%C3%ADciaCriminal.com%29
É fato científico que para se fabricar o crack, é usada a pasta base da cocaína que adicionada ao bicarbonato de sódio em proporções equivalentes, manipulados com solventes, se transformam em espécie de pedra meio tenra de cor branca caramelizada. Assim, oficialmente o crack é composto basicamente do lixo da cocaína e do bicarbonato de sódio.
Já o oxi vai mais além na sua insanidade. O seu nome de batismo deriva do verbo oxidar, vez que a borra da cocaína ao ser diluída com o ácido sulfúrico e o ácido clorídrico, misturados e manipulados com a cal virgem, querosene ou gasolina, além do próprio bicarbonato de sódio em combinação com o oxigênio, realiza a transformação química, oxidando o produto também em forma de pedra, só que mais amarelo e bem mais nocivo que o crack.
Em todos os artigos que escrevi sobre o crack sempre contestei a sua fórmula química oficial que não existe em sua composição qualquer produto inflamável. Em contra senso, observa-se perfeitamente que há na pedra do crack o cheiro inconfundível de gasolina ou querosene, ademais alguns usuários me disseram que o odor e o gosto da fumaça inalada é semelhante a pneu queimado, razão pela qual, sempre falei que a cal, o querosene ou gasolina, os ácidos sulfúrico e clorídrico e o bicarbonato de sódio, além da pasta base da cocaína, fazem parte da composição química dessa droga, entretanto agora aparece o oxi como sendo o dono de tal fórmula diabólica.
Em assim sendo, fica a dúvida se os viciados brasileiros estariam consumindo o crack ou o oxi, o que, em absoluto não faz muita diferença. Parece no meu ver, apenas uma questão de nomenclatura. Crack ou oxi se confundem e representam a degradação humana, sofrimento e dor nas suas formas mais drásticas possíveis.
Crack e oxi também pode ser uma coisa só e a fórmula que tanto descrevi e combati veementemente pode ser a exata em detrimento à fórmula oficial do crack originada dos EUA, há mais de três décadas atrás. A não ser que o crack dos norte-americanos seja diferente e menos perigoso que o nosso crack. A não ser que o nosso crack seja na verdade o oxi, um crack piorado, falsificado e abrasileirado como tantos outros produtos importados.
Na verdade, sendo crack ou oxi, o usuário ao fumar toda essa parafernália de produtos altamente nocivos e perigosos, aspira o vapor venenoso para dentro de seus pulmões, entrando em conseqüência na sua corrente sanguínea. Como a droga é inalada na forma de fumaça chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína ou de qualquer outra droga, causando também malefícios mais abrangentes para o usuário que sempre vicia a partir do seu primeiro experimento.
O usuário do crack ou oxi pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca e enfim, a morte. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é assolador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta e traquéia, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico presente na absurda fórmula dessas drogas assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.
É fácil de concluir que os problemas deixados pelo crack ou oxi em todas as áreas sociais crescem em grandes proporções e atingem em cheio o nosso povo, deixando rastros de lama, miséria, sangue e lágrimas, em destaque, para a classe mais pobre do nosso país, mais de perto, para os jovens menos avisados que se lançam nesse profundo poço de difícil retorno.
Autor Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela Universidade Federal de Sergipe).
archimedes-marques@bol.com.br
http://periciacriminal.com/novosite/2011/03/15/crack-ou-oxi-sinonimos-de-morte/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+periciacriminal%2FrSAA+%28Per%C3%ADciaCriminal.com%29
quinta-feira, 3 de março de 2011
Serial Killer no Brasil... ( Bahia)
Homem é preso acusado de estuprar prostitutas na Bahia
Salvador - Márcio Adriano Serapião dos Santos, 29 anos, foi preso na terça-feira acusado de roubar e estuprar prostitutas em Salvador, na Bahia. De acordo com a polícia, ele marcava por telefone uma hora em casas que funcionam na orla da capital e, depois que entrava no local, anunciava o assalto. O acusado ainda violentava uma ou mais funcionárias antes de ir embora.
Na ficha, ele ainda acumula cinco homicídios, além de roubos e sequestros. Ao ser apresentado na delegacia, ele negou os crimes e garantiu: “Sou uma pessoa ótima, muito familiar”.
De acordo com a titular da 9ª DP, Dalva Cardoso, no entanto, ele é muito perigoso. Diversas casas de massagem de fachada que funcionam na Boca do Rio, Rio Vermelho, Pituba e Brotas já foram alvos do criminoso. Segundo a polícia, pelo menos um desses estabelecimentos funciona realmente como casa de massagem.
Prisão
Cauã, como Márcio é conhecido, passou a ser procurado há cinco meses por agentes da 9ª DP, após manter em cárcere privado uma cabeleireira de 42 anos. Ele foi finalmente preso quando dirigia um veículo no bairro de Marechal Rondon.
“Ele é um criminoso de alta periculosidade e realizava crimes complexos, como o da mulher que ele manteve em cárcere privado. É algo que, em 31 anos de polícia, eu nunca tinha visto. Ele é muito inteligente”, disse a delegada.
Até a terça-feira, cinco vítimas já tinham reconhecido Cauã como autor dos estupros. A namorada dele, a doméstica Jucilene Bispo dos Santos, 23, que participou do crime de cárcere privado, também foi detida.
Cinco homicídios
Com dois mandados de prisão preventiva em aberto, Cauã é acusado também de esfaquear o empresário Marildo Rocha e matar duas mulheres.
O crime aconteceu em janeiro de 2009, no bairro Catu. A mulher do empresário, Sueli Silva Oliveira, 24, e a babá do bebê dela, Jucicleide Souza, 30, foram amarradas com o fio do telefone e, depois, decapitadas, quando Cauã tentava assaltar a casa onde moravam.
Ainda na cidade, Cauã estuprou e matou Cristiane Novaes. O corpo da vítima foi encontrado num matagal no povoado de Sapé. Por esse crime, ele foi condenado a 30 anos de prisão e, quando estava detido no presídio da cidade, matou um companheiro de cela.
O homossexual foi morto há nove anos, depois de um programa com Cauã. Segundo a delegada, o acusado está à disposição da Justiça e responderá pelos crimes de homicídio, roubo, extorsão e sequestro.
Com informações do jornal Correio da Bahia
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/3/homem_e_preso_acusado_de_estuprar_prostitutas_na_bahia_147766.html
Salvador - Márcio Adriano Serapião dos Santos, 29 anos, foi preso na terça-feira acusado de roubar e estuprar prostitutas em Salvador, na Bahia. De acordo com a polícia, ele marcava por telefone uma hora em casas que funcionam na orla da capital e, depois que entrava no local, anunciava o assalto. O acusado ainda violentava uma ou mais funcionárias antes de ir embora.
Na ficha, ele ainda acumula cinco homicídios, além de roubos e sequestros. Ao ser apresentado na delegacia, ele negou os crimes e garantiu: “Sou uma pessoa ótima, muito familiar”.
De acordo com a titular da 9ª DP, Dalva Cardoso, no entanto, ele é muito perigoso. Diversas casas de massagem de fachada que funcionam na Boca do Rio, Rio Vermelho, Pituba e Brotas já foram alvos do criminoso. Segundo a polícia, pelo menos um desses estabelecimentos funciona realmente como casa de massagem.
Prisão
Cauã, como Márcio é conhecido, passou a ser procurado há cinco meses por agentes da 9ª DP, após manter em cárcere privado uma cabeleireira de 42 anos. Ele foi finalmente preso quando dirigia um veículo no bairro de Marechal Rondon.
“Ele é um criminoso de alta periculosidade e realizava crimes complexos, como o da mulher que ele manteve em cárcere privado. É algo que, em 31 anos de polícia, eu nunca tinha visto. Ele é muito inteligente”, disse a delegada.
Até a terça-feira, cinco vítimas já tinham reconhecido Cauã como autor dos estupros. A namorada dele, a doméstica Jucilene Bispo dos Santos, 23, que participou do crime de cárcere privado, também foi detida.
Cinco homicídios
Com dois mandados de prisão preventiva em aberto, Cauã é acusado também de esfaquear o empresário Marildo Rocha e matar duas mulheres.
O crime aconteceu em janeiro de 2009, no bairro Catu. A mulher do empresário, Sueli Silva Oliveira, 24, e a babá do bebê dela, Jucicleide Souza, 30, foram amarradas com o fio do telefone e, depois, decapitadas, quando Cauã tentava assaltar a casa onde moravam.
Ainda na cidade, Cauã estuprou e matou Cristiane Novaes. O corpo da vítima foi encontrado num matagal no povoado de Sapé. Por esse crime, ele foi condenado a 30 anos de prisão e, quando estava detido no presídio da cidade, matou um companheiro de cela.
O homossexual foi morto há nove anos, depois de um programa com Cauã. Segundo a delegada, o acusado está à disposição da Justiça e responderá pelos crimes de homicídio, roubo, extorsão e sequestro.
Com informações do jornal Correio da Bahia
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/3/homem_e_preso_acusado_de_estuprar_prostitutas_na_bahia_147766.html
terça-feira, 1 de março de 2011
Golpe virtual...
Ataques a computadores e mensagens oportunistas aumentam quando usuário acessa menos a rede. Período requer mais atenção
POR ALESSANDRA HORTO
Rio - Foliões que vão passar o Carnaval bem longe do computador podem cair em armadilha ao acessar a conta de e-mail quando retornarem do feriadão. O longo período de ausência da Internet atrai pessoas mal intencionadas e quadrilhas especializadas em roubar dados financeiros.
A proximidade com o prazo de início da declaração do Imposto de Renda também é outro caminho usado pelos golpistas. Por isso, vale lembrar que a Receita Federal não envia e-mails para esclarecer dúvidas e também não fornece link para o contribuinte baixar o formulário. A dica é válida para bancos, que não enviam mensagens sobre recadastramento ou assuntos associados a correntistas.
EVITE LINKS DESCONHECIDOS
Com a caixa de entrada cheia, é difícil estar atento às pegadinhas. Mas algumas dicas podem evitar as arapucas: jamais clique em links desconhecidos. Em geral, levam o usuário para outro site que instala códigos maliciosos para roubar informações pessoais.
Erro de português é muito comum nesse tipo de armadilha. Ao passar o mouse em cima do link, a barra de status (rodapé do navegador) vai revelar, na maioria dos casos, um endereço com terminação “.exe”, o que significa que algo não identificado poderá ser instalado no computador.
PROGRAMAS GRATUITOS - Protegem o computador de vírus e ataques. Procure sites especializados e confiáveis para baixar gratuitamente programas para aumentar a segurança do micro.
CURIOSIDADE - Fraudadores se aproveitam da curiosidade dos internautas para chamar a atenção e induzir ao erro. Roubo de dados e senhas são alguns dos golpes.
http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2011/2/folia_sem_ressaca_com_golpe_virtual_147161.html
POR ALESSANDRA HORTO
Rio - Foliões que vão passar o Carnaval bem longe do computador podem cair em armadilha ao acessar a conta de e-mail quando retornarem do feriadão. O longo período de ausência da Internet atrai pessoas mal intencionadas e quadrilhas especializadas em roubar dados financeiros.
A proximidade com o prazo de início da declaração do Imposto de Renda também é outro caminho usado pelos golpistas. Por isso, vale lembrar que a Receita Federal não envia e-mails para esclarecer dúvidas e também não fornece link para o contribuinte baixar o formulário. A dica é válida para bancos, que não enviam mensagens sobre recadastramento ou assuntos associados a correntistas.
EVITE LINKS DESCONHECIDOS
Com a caixa de entrada cheia, é difícil estar atento às pegadinhas. Mas algumas dicas podem evitar as arapucas: jamais clique em links desconhecidos. Em geral, levam o usuário para outro site que instala códigos maliciosos para roubar informações pessoais.
Erro de português é muito comum nesse tipo de armadilha. Ao passar o mouse em cima do link, a barra de status (rodapé do navegador) vai revelar, na maioria dos casos, um endereço com terminação “.exe”, o que significa que algo não identificado poderá ser instalado no computador.
PROGRAMAS GRATUITOS - Protegem o computador de vírus e ataques. Procure sites especializados e confiáveis para baixar gratuitamente programas para aumentar a segurança do micro.
CURIOSIDADE - Fraudadores se aproveitam da curiosidade dos internautas para chamar a atenção e induzir ao erro. Roubo de dados e senhas são alguns dos golpes.
http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2011/2/folia_sem_ressaca_com_golpe_virtual_147161.html
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Tecnologia ajuda no trabalho de investigação criminal da Polícia Civil

Muito além dos seriados de investigação que fazem sucesso na televisão, a Polícia Civil tem utilizado novas técnicas de apuração que auxiliam no trabalho e permitem, com maior exatidão, o esclarecimento de crimes. De acordo com o delegado titular da 93ª DP de Volta Redonda, Alexandre Leite, a parceria com o Instituto de Identificação Félix Pacheco (IFP) e o Instituto de Criminalística Carlos Éboni (ICCE) tem garantido bons resultados nas investigações.
Segundo Leite, a resolução do assassinato de Moacyr Cardoso Ferreira, de 30 anos, ocorrido em abril de 2008, foi possível após o trabalho o integrado entre a DP de Volta Redonda e o ICCE. Ele informou que o corpo foi encontrado com diversas perfurações provenientes de tiros, boiando no Rio Paraíba do Sul.
Conforme disse o delegado, o crime foi solucionado depois de que o policial atentou para alguns detalhes desconsiderados na época da investigação. Somado a isto foi solicitado um exame de balística.
Ele destacou que a utilização de recursos tecnológicos confere maior credibilidade às investigações, sendo a prova material uma ferramenta para que os resultados das apurações não sejam facilmente refutados pelos advogados dos acusados.
- Estes recursos tecnológicos são ferramentas importantes para a polícia na investigação, pois significam mais uma possibilidade de comprovação dos fatos. Se a apuração não for realizada de maneira minuciosa tem-se o risco de que o autor do crime seja absorvido. Desta forma, todo o trabalho feito será em vão – disse.
Segundo Leite, esses recursos técnicos são fundamentais para comprovar ou contradizer a fala de testemunhas ou o depoimento do próprio suspeito.
- Atualmente os inquéritos não são constituídos apenas de depoimentos testemunhais. O uso de tecnologias modernas ajuda a esclarecer e comprovar se o que está sendo dito é verdade – afirmou.
O delegado ressaltou que algumas pessoas questionam a demora para a resolução de alguns casos. Ele lembrou que diversos fatores interferem no desenvolvimento da investigação.
- Há casos em que a pessoa foi encontrada dias depois do ocorrido e sem que haja qualquer testemunha. Uma vez, por exemplo, recolhemos um corpo que estava boiando no Paraíba. Não havia quem tivesse testemunhado o crime e ninguém registrou o desaparecimento do indivíduo. Uma investigação dessa forma é mais difícil porque a polícia não tem nenhuma informação como ponto de partida – esclareceu.
Conforme explicou Leite, a comprovação de quem teria sido o responsável pelo assassinato de Moacyr foi possível após serem cruzados os dados do projétil encontrado na vítima com a arma do suspeito. Ele lembra que o recurso balístico já era usado pela polícia: o diferencial foram os novos equipamentos adquiridos – mais modernos -, que permitem maior precisão. Atualmente, o tempo de espera para que a delegacia receba o laudo do material enviado para o ICCE, no Rio de Janeiro, tem sido de até quatro meses, lembrando que o Instituto atende a todas os municípios do estado.
- A perícia realizada na capital fez uma comparação das ranhuras da raia da arma, uma espécie de digital do projétil. Os técnicos atiraram em uma superfície específica com a suposta arma do crime e fizeram no microscópio a superposição da imagem produzida com a encontrada no corpo. A comparação apontou que ambas as balas tiveram a mesma origem – explicou.
Outros recursos destacados pelo delegado foram o uso do luminol (substância que permite verificar se há sangue no local mesmo depois que o ambiente ou objeto tenha sido lavado) e o serviço móvel de papiloscopista, com policiais especializados em trabalhar com a identificação humana (como a verificação de impressão digital).
- Esses recursos permitem colocar o suspeito na cena do crime. Se a impressão encontrada tiver 13 pontos coincidentes com o suspeito, o fragmento digital já é considerado suficiente para identificação. Além dessas técnicas outros recursos também são utilizados, mas por questão de segurança preferimos não divulgar. O importante é que as pessoas saibam que estamos trabalhando da melhor maneira para elucidar os crimes ocorridos – finalizou Leite.
Talita Ribeiro – Volta Redonda
Original em: http://diariodovale.uol.com.br/
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Filme Yuotube
Me foi enviado por uma amiga, um vídeo bem interessante sobre o tema PEDOFILIA.
Uma reportagem exibida pelo programa Via Legal da Tv Justiça.
Segue o Link para quem queira assistir.
http://www.youtube.com/programavialegal#p/u/9/IylMj_I1a2Y
Uma reportagem exibida pelo programa Via Legal da Tv Justiça.
Segue o Link para quem queira assistir.
http://www.youtube.com/programavialegal#p/u/9/IylMj_I1a2Y
domingo, 26 de setembro de 2010
Capacitação Intelectual.
Na última Sexta-feira, 24/09/2010, estive no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro.
Participei de um Programa de Estudos Avançados sobre PEDOFILIA.
Os expositores trouxeram uma visão voltada para um ângulo do qual eu não havia estudado antes.
Os dois primeiros expositores, falaram sobre o Bem Jurídico Tutelado nos casos de Pedofilia.
O terceiro expositor, falou sobre a Perícia Técnica e os crimes cibernéticos.
O quarto expositor, falou sobre o inquérito policial e suas adversidades, pontos positivos e negativos.
A quinta expositora, falou sobre a fase acusatória do processo, a participação do Ministério Público.
Para mim, foi gratificante, pois elevou meu conhecimento no asunto que é minha especialização na faculdade e trouxe-me uma visão que poucos tem acesso.
Como diria um amigo meu: "Bebi direto da Fonte", "Conhecimento derramado a cântaros".
Agora é esperar um próximo evento...
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Palestra
Pedofilia e castração química. Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe.

Pedofilia e castração química
Dentre os crimes sexuais tanto combatidos pela sociedade desde os tempos mais remotos e agora com mais freqüência, estão, sem sombras de dúvidas entre os mais reprováveis, os atos insanos decorrentes da pedofilia, que além de serem depravados, sórdidos, repugnantes e horrendos, produzem seqüelas irreparáveis para as inocentes crianças vítimas e seus familiares.
O termo pedofilia que é de conotação clinica ingressa na área penal não como um tipo definido de crime, mas como atos que formam os delitos sexuais contra as crianças.
A pedofilia que é a perversão sexual de uma pessoa adulta ou adolescente contra crianças com idade anterior a sua puberdade, é classificada pela Organização Mundial de Saúde, como sendo uma desordem mental e um desvio sexual, enquanto que para outros estudiosos no assunto, trata-se de uma parafilia, um distúrbio psíquico que se caracteriza pela obsessão de adultos por praticas sexuais anormais, mas que, em ambos os casos tratável pela psiquiatria ou pela psicologia.
Entretanto, mesmo com o desenvolvimento de numerosas técnicas aplicadas nestes ramos da medicina mental, o índice de casos bem sucedidos, com a recuperação plena do indivíduo tratado continua sendo muito baixo, ou seja, quase sempre o pervertido ou doente sexual volta a delinqüir aos mesmos crimes.
Há ainda os casos mais violentos da espécie em que o construto obsessivo do pedófilo pode chegar às formas mais desumanas possíveis, até mesmo com o assassinato da vítima praticado com extremo sadismo, pois nesse caso o que provoca o prazer sexual ao criminoso é o sofrimento da vítima, não o ato sexual propriamente dito.
Os meios legais de punição aos indivíduos considerados pedófilos, estatuídos no nosso ordenamento jurídico estão devidamente relacionados nos artigos 240 a 241-D e 244-A da Lei 8.069 de 13 de julho de 1990, mais conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente, assim como, nos artigos 217-A a 218-B do Código Penal, cujos criminosos são passíveis a diversas penalidades, a saber:
O art. 240 do ECA dispõe sobre o crime de produção de pornografia infantil, ou seja, proíbe e combate a produção de qualquer forma de pornografia envolvendo criança ou adolescente cuja a pena para os seus transgressores é de reclusão de 4 a 8 anos, e multa. Também pratica este crime quem agencia, de qualquer forma, ou participa das cenas de pornografia infantil, de acordo com o § 1o deste artigo. Havendo ainda o aumento de 1/3 desta pena para os criminosos que exercem função pública, para aqueles que se aproveita de relações domésticas, das relações com a vítima ou com quem tem autoridade sobre a vítima, de acordo com o § 2º deste artigo
O art. 241 deste Diploma dispõe sobre o crime de venda de pornografia infantil, que é o ato de vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, cuja pena também é de reclusão, de 4 a 8 anos, e multa. Estima-se que o comércio de pornografia infantil movimenta mais de 3 bilhões de dólares por ano, só no Brasil. Um número deverasmente devastador e preocupante que comprova a grande quantidade de pedofilos existente no nosso país.
Existem sites e pessoas maledicentes que procuram enganar, incitar, induzir ou seduzir crianças e adolescentes a acessar na internet conteúdos imorais e indecentes como pornografia de todo tipo e até infantil, no intuito de obter fotos e informações pessoais de tais vítimas também em situações semelhantes, em troca de favores diversos.
O art. 241-A deste Estatuto dispões sobre o crime de divulgação de pornografia infantil, ou seja, reza que quem oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, estará sujeito a um pena de reclusão que varia de 3 a 6 anos, e multa. O § 1o deste artigo assevera que nas mesmas penas incorre quem assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias, cenas ou imagens pertinentes ao dito texto, ou ainda quem assegura, por qualquer meio, o acesso por rede de computadores às fotografias, cenas ou imagens citadas.
Já o art. 241-B da referida Lei dispõe sobre o crime de posse de pornografia infantil e estabelece que quem adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, a sua pena será de reclusão, de 1 a 4 anos, e multa.
Por sua vez o art. 241-C da mesma Lei dispõe sobre o crime de produção de pornografia infantil simulada, ou seja, cenas pornográficas montadas. Diz que simular a participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica por meio de adulteração, montagem ou modificação de fotografia, vídeo ou qualquer outra forma de representação visual, pode lhe dar um pena de reclusão, de 1 a 3 anos, e multa. Incorrendo nas mesmas penas, conforme o parágrafo único deste artigo, quem vende, expõe à venda, disponibiliza, distribui, publica ou divulga por qualquer meio, adquire, possui ou armazena o material produzido acima especificado.
Muitas das imagens de pornografia infantil divulgadas são na verdade imagens fictícias tecnologicamente alteradas pelos abusadores sexuais para tornar os fatos como sendo normais ou banais aos olhos das crianças e assim se conseguir que estas inocentes vítimas produzam suas próprias fotos ou vídeos encaminhando-as para tais criminosos em troca de alguma vantagem auferida ou prometida, por isso também a preocupação do legislador em cercar tal possibilidade de delinqüência.
Temos ainda o art. 241-D desta Lei que dispõe sobre o crime de aliciamento de criança, asseverando que quem aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso, estará sujeito a pena de reclusão, de 1 a 3 anos, e multa. Sendo que ainda nas mesmas penas incorre quem facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso, ou mesmo quem pratica tais atos com o fim de induzir criança a se exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita, tudo em conformidade com o parágrafo único do referido artigo. É muito comum esse tipo de assédio pela internet, através de salas de bate-papo tipo chats ou programas de relacionamento tipo MSN, ORKUT, MySpace… Sendo também comum o caso do criminoso pedofilo que pede a criança para se mostrar nua, seminua ou em poses eróticas diante de uma webcam, ou mesmo pessoalmente.
Finalizando as proibições e penalidades dispostas no ECA, temos o crime de prostituição infantil, que é o ato de submeter criança ou adolescente à qualquer tipo de exploração sexual, cuja pena varia de 4 a 10 anos de reclusão, em acordo com o art. 244-A do dito Estatuto. Neste caso temos os famigerados agenciadores do sexo infantil, principalmente nas grandes cidades, como fato gerador mais preocupante inerente ao citado crime.
Relacionado à questão dos criminosos sexuais contra crianças disposta no nosso ordenamento repressivo penal, temos os que se enquadram juridicamente no crime de estupro de vulnerável, cujas penas são bem mais rigorosas. Conforme estabelece o artigo 217-A do nosso Código Penal, aquela pessoa que tiver conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos estará sujeita a penalidade que varia de 8 a 15 anos de reclusão, além de não obter certos benefícios da Lei pelo fato do crime ser considerado como hediondo:
O entendimento do estupro de vulnerável nasceu de forma mais real, mais presente, mais viva, vez que substituiu a duvidosa presunção da violência do antigo tipo. O dispositivo busca punir toda relação sexual ou ato considerado libidinoso, de qualquer natureza, ocorridos com ou sem consentimento do menor de 14 anos de idade, não importando o meio usado para a consolidação do fato, se por violência, ameaça, fraude ou livre vontade da vítima.
Temos ainda o crime de corrupção de menores capitulado no art. 218 do Código Penal que também pode ser inserido o pedofilo, vez que se configura com a indução de alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem, cuja pena é de reclusão, de 2 a 5 anos.
Também o crime de satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente de acordo com o art. 218-A do citado Diploma repressivo e que alerta para as pessoas que praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem, a pena será de reclusão, de 2 a 4 anos.
E finalmente o crime de favorecimento de prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável que também pode estar inserido atos de pedofilia conforme o discorrido no art. 218-B do dito Código Penal, em que reza para quem submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone, a pena será de reclusão, de 4 a 10 anos.
Existem casos de crianças e adolescentes que são cooptados ou mesmo raptados para fins sexuais com ofertas mentirosas para trabalho de modelo, agenciada por falsas empresas, com isso, o número de crianças e adolescentes que desaparecem e que não mais dão noticias aos seus familiares é grande no nosso país.
Assim os chamados pedófilos estão cercados pelas nossas Leis por todos os lados e podem pagar esses tipos de penas quando dos seus devidos Processos legais. Entretanto a discussão sobre a aplicação de uma penalidade peculiar em substituição ou concomitantemente a estas é discutida no Legislativo há três anos, vez que tramita no Congresso nacional o Projeto de Lei nº 552/07 de autoria do Senador Gerson Camata para propor modificação no Código Penal com a pena de castração através da utilização dos recursos químicos, ou seja, a castração química para tais criminosos.
A denominada castração química consiste na aplicação de injeções hormonais inibidoras do apetite sexual no condenado, que pode gerar impotência ou falta de desejo sexual em caráter definitivo ou temporário, a depender da aceitação física de cada submetido ao tratamento.
A discussão também gira em torno de definir se a castração química é uma pena cruel ou se é somente um tratamento médico, sem maiores gravidades físicas para os pedófilos, que com a medida perderão apenas a libido, com grande possibilidade de não mais voltarem a delinqüir, pois sem a vontade sexual não há o porque da realização do doentio ato.
Com a aprovação da medida teremos de um lado o trauma a que é submetido a vítima que sofre a ação do pedófilo e as suas conseqüências sociais que podem ser irreversíveis, de outro temos o trauma a que é submetido o pedofilo com a penalidade da sua castração química e as suas conseqüências físicas que podem ser irreversíveis ou reversíveis. Sendo reversível a sua castração química com o seu conseqüente retorno à normalidade, poderá o condenado voltar a delinqüir aos mesmos crimes, transformando assim a sua pena em ineficaz e ineficiente.
Então disso tudo, é fácil concluir que o ônus maior do problema é suportado e vivido pela vítima da agressão sexual que em conseqüência transporta o sofrimento para os seus entes queridos e porque não dizer, para a própria sociedade que clama por Justiça e, em assim sendo, mesmo restando possível a aplicação dessa nova penalidade, deve ainda a população brasileira ser consultada através da realização de um plebiscito sobre a sua prática em Lei, pois a responsabilidade pela construção de uma sociedade justa depende dos valores e do poder que emana desse próprio povo.
Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS) archimedes-marques@bol.com.br
domingo, 22 de agosto de 2010
Inversão de papéis.

Corregedoria da Justiça suspeita de fraudes em 800 processos
Juízes analisam ações que partiram de um escritório de advocacia e tramitavam no Fórum da Ilha do Governador
POR ADRIANA CRUZ
Rio - Oitocentos processos sob suspeita de fraude caíram na rede de investigação da Corregedoria-Geral da Justiça. As ações, que partiram de um único escritório de advocacia, tramitavam nas três varas cíveis do Fórum da Ilha do Governador. O que mais chamou a atenção dos juízes é o fato de as procurações — que dão plenos poderes aos advogados para receber as indenizações e os pedidos de gratuidade de Justiça — não terem as assinaturas dos interessados, apenas rubricas, idênticas em vários processos. Estima-se que, somados, os valores dos pedidos de indenizações investigados chegue a R$ 200 mil.
“Estamos investigando o caso para saber se há o envolvimento de servidores públicos, e a parte criminal será encaminhada à Polícia Civil para que sejam tomadas as devidas providências. A fiscalização é ativa e, às vezes, preventiva. Neste caso, os juízes, que podem contar conosco, nos alertaram”, afirmou o desembargador Antônio José Azevedo Pinto, corregedor-geral da Justiça.
O corregedor-geral de Justiça, Antônio José Azevedo Pinto (de óculos) e a equipe de juízes que fazem devassa nas ações sob suspeita de fraude | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia
Nos processos, os advogados pedem indenizações por dano moral, principalmente, contra concessionárias de serviços e bancos. “Outro aspecto que chamou atenção é o fato de este tipo de ação ser o perfil do Juizado Especial Cível. Porém, no juizado é necessária a presença do interessado nas audiências”, explicou a juíza auxiliar Cristiane Cantisano.
Os magistrados suspeitam que, para ter acesso às informações que constam nas ações, os advogados do escritório atendiam os clientes sob o argumento de analisar a possibilidade de entrar na Justiça e, para isso, retiravam cópias dos documentos. Mas ao dar entrada no processo, faziam sem o conhecimento do interessado.
Alguns desses possíveis favorecidos prestaram depoimento à Justiça e afirmaram já ter contratado o escritório anteriormente, nenhum, no entanto, reconheceu as assinaturas nas ações. Outros alegaram que os fatos que geraram os pedidos de indenizações eram verdadeiros, mas não sabiam que tinham ações em seus nomes na Justiça. Outra hipótese é a de que o escritório usaria nos processos documentos extraviados ou falsificados.
Assinaturas serão periciadas
Em parceria com a Corregedoria da Justiça, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) vai investigar o escritório de advocacia suspeito de entrar com processos fraudulentos na Justiça. “Vamos enviar para perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli parte da documentação para que seja realizado o exame grafotécnico. Há indícios de que as assinaturas são falsas”, afirmou o delegado Cláudio Ferraz.
Segundo ele, se for comprada a fraude, os advogados poderão responder por estelionato — obter vantagem ilícita —, cuja pena varia de um a cinco anos de prisão, e por falsidade ideológica — adulteração de documentos. A pena para esse crime também varia de um a cinco anos de prisão.
Dicas para evitar ser vítima
Para escapar de fraudes relacionadas a processos na Justiça, é preciso atenção. Uma das formas de se prevenir é consultar no site do Tribunal de Justiça se há ações em seu nome. A pesquisa pode ser feita no endereço: www.tjrj.jus.br.
“Esse procedimento deve ser feito nos tribunais até mesmo para quem já contratou advogado. A pesquisa também vai revelar se há proposta de ação em nome da pessoa”, alertou a juíza auxiliar Cristiane Cantisano, da Corregedoria.
Para o delegado da Draco-IE, Cláudio Ferraz, as pessoas não devem deixar de registrar em uma delegacia a perda ou extravio de documentos. “Isso é uma medida que deve ser adotada sempre”, avisou Ferraz.
domingo, 8 de agosto de 2010
SÍMBOLOS DE PEDOFILIA



O FBI produziu um relatório em Janeiro sobre pedofilia.
Nele estão colocados uma serie de símbolos usados pelos pedófilos para se identificar.
Os símbolos são, sempre, compostos pela união de 2 semelhantes,
um dentro do outro.
A forma maior identifica o adulto, a menor a criança.
A diferença de tamanho entre elas demonstra a preferência por
crianças maiores ou menores.
Homens são triângulos, mulheres corações.
Os símbolos são encontrados em sites, moedas, jóias (anéis, pingentes,...) entre outros objetos.
Os triângulos representam homens que adoram meninos (o detalhe cruel é o triângulo mais fino, que representam homens que gostam de meninos bem pequenos); o coração são homens (ou mulheres) que gostam de meninas e a borboleta são aqueles que gostam de ambos.
De acordo com a revista, são informações recolhidas pelo FBI durantes as suas investigações.
A idéia dos triângulos e corações concêntricos é a da figura maior envolvendo a figura menor, numa genialidade pervertida de um conceito gráfico.
Existe um requinte de crueldade, pois esses seres fazem questão de se exibirem em código para outros, fazendo desses símbolos bijuterias, moedas, troféus, adesivo
Infelizmente, é o design gráfico ao serviço do mal.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Casos de Família
Crimes de família
Ilana Casoy
Pais que matam filhas, mães que matam filhos, irmão que mata irmão, filhos que assassinam os próprios pais: este é o universo dos crimes de família desde que Caim inaugurou a modalidade.
Estatísticas de pesquisa realizada em 1988 nos grandes municípios urbanos dos EUA, divulgadas pelo Departamento de Justiça americano, apontam que, de todas as vítimas de homicídio, 16% são membros da família do réu e 6,5% foram mortas por seus cônjuges, 3,5% foram mortas pelos próprios pais, 1,9% pelos próprios filhos, 1,5% pelos irmãos e 2,6% por outros parentes.
O crime de família mais freqüente, como podemos observar por meio desses números, é entre marido e mulher. Em segundo lugar estão aqueles em que pais matam sua prole, seguidos por aqueles em que filhos matam os próprios pais.
A terça parte dessas tragédias familiares envolve uma mulher como autora do crime, e elas são maioria quando se trata de filhos assassinados (55%). Os números chegam a ser “freudianos” quando apontam a realidade de que pais matam, na maioria das vezes, as filhas, e as mães, seus filhos homens.
Assim se dá também quando observamos filhos que assassinam os próprios pais: filhas matam, na maioria das vezes, os pais, e os filhos, suas mães.
De todos os dados levantados talvez o que mais chame a atenção é aquele que afirma que, quando a vítima de homicídio é menor de 12 anos, o assassino é um membro da família em 63% dos casos e os pais são os assassinos 57% das vezes.
Quais os motivos que levam os pais, por exemplo, a cometerem crimes tão brutais? Encabeçam a lista formas não específicas de abuso infantil, comportamento impróprio da criança, instabilidade emocional dos pais, negligência e recém-nascidos indesejados.
Os métodos? Em 43% dos casos as surras, envolvendo estrangulamento, instrumento contundente, pancadas com os punhos e chutes, causadas por descontrole justificado pela mentira da educação. É a prova da falência do argumento.
A triste conclusão é que quando um crime de família acontece, o melhor suspeito é aquele que deveria amar a vítima, que contava com sua total confiança.
É por este, e não outro motivo, que esse tipo de crime leva a sociedade a uma comoção total e clamor descontrolado. Nesses casos, a vítima é completamente indefesa porque não tem o reflexo normal de se proteger, jamais imaginando que seu familiar representa risco fatal.
Assusta-se, espanta-se, choca-se antes mesmo de erguer o braço para proteger-se da pancada. Muitas vezes paralisa de surpresa sem ter tempo para correr.
E com quem, afinal, nos identificamos? Com a nossa própria desproteção ante o descontrole daqueles que amamos ou com nossas próprias “vontades”, em situações-limite de família, quando o que nos impede de exercer a maldade inerente ao ser humano é nossa capacidade de controle?
Texto extraído do Jornal da Tarde
http://txt.jt.com.br/editorias/2008/04/19/opi-1.94.8.20080419.2.1.xml
Ilana Casoy
Pais que matam filhas, mães que matam filhos, irmão que mata irmão, filhos que assassinam os próprios pais: este é o universo dos crimes de família desde que Caim inaugurou a modalidade.
Estatísticas de pesquisa realizada em 1988 nos grandes municípios urbanos dos EUA, divulgadas pelo Departamento de Justiça americano, apontam que, de todas as vítimas de homicídio, 16% são membros da família do réu e 6,5% foram mortas por seus cônjuges, 3,5% foram mortas pelos próprios pais, 1,9% pelos próprios filhos, 1,5% pelos irmãos e 2,6% por outros parentes.
O crime de família mais freqüente, como podemos observar por meio desses números, é entre marido e mulher. Em segundo lugar estão aqueles em que pais matam sua prole, seguidos por aqueles em que filhos matam os próprios pais.
A terça parte dessas tragédias familiares envolve uma mulher como autora do crime, e elas são maioria quando se trata de filhos assassinados (55%). Os números chegam a ser “freudianos” quando apontam a realidade de que pais matam, na maioria das vezes, as filhas, e as mães, seus filhos homens.
Assim se dá também quando observamos filhos que assassinam os próprios pais: filhas matam, na maioria das vezes, os pais, e os filhos, suas mães.
De todos os dados levantados talvez o que mais chame a atenção é aquele que afirma que, quando a vítima de homicídio é menor de 12 anos, o assassino é um membro da família em 63% dos casos e os pais são os assassinos 57% das vezes.
Quais os motivos que levam os pais, por exemplo, a cometerem crimes tão brutais? Encabeçam a lista formas não específicas de abuso infantil, comportamento impróprio da criança, instabilidade emocional dos pais, negligência e recém-nascidos indesejados.
Os métodos? Em 43% dos casos as surras, envolvendo estrangulamento, instrumento contundente, pancadas com os punhos e chutes, causadas por descontrole justificado pela mentira da educação. É a prova da falência do argumento.
A triste conclusão é que quando um crime de família acontece, o melhor suspeito é aquele que deveria amar a vítima, que contava com sua total confiança.
É por este, e não outro motivo, que esse tipo de crime leva a sociedade a uma comoção total e clamor descontrolado. Nesses casos, a vítima é completamente indefesa porque não tem o reflexo normal de se proteger, jamais imaginando que seu familiar representa risco fatal.
Assusta-se, espanta-se, choca-se antes mesmo de erguer o braço para proteger-se da pancada. Muitas vezes paralisa de surpresa sem ter tempo para correr.
E com quem, afinal, nos identificamos? Com a nossa própria desproteção ante o descontrole daqueles que amamos ou com nossas próprias “vontades”, em situações-limite de família, quando o que nos impede de exercer a maldade inerente ao ser humano é nossa capacidade de controle?
Texto extraído do Jornal da Tarde
http://txt.jt.com.br/editorias/2008/04/19/opi-1.94.8.20080419.2.1.xml
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Segurança da Informação

O Brasil não aguenta mais ouvir a mídia falar sobre o caso do goleiro Bruno, o caso Mércia Nakashima e o caso de Rafael, filho da Sissa Guimarães.
Parei para observar um ponto que para a nação pode passar em branco, pode se fazer por desapercebido, mas para os operadores da Justiça e para os criminosos pode ser um erro gritante.
Quando acontece um crime, a Polícia Militar é a primeira a ser comunicada. Logo, a Polícia Judiciária ou a Polícia Técnica como queiram, é acionada para fazer as coletas das evidências no local do crime. As investigações se iniciam, buscas, perguntas, deduções, exames técnicos são primordiais para que as coisas se aloquem e o quebra cabeça seja formado com total certeza, confiança e credibilidade.
Com o início deste processo, surgem em meios as investigações, uma série de dúvidas e então aparecem as testemunhas.
Depoimentos são tomados, informações são prestadas. Sejam essas formais ou informais. Por livre e expontânea vontade ou por ordem da Autoridade Policial, (o delegado), em alguns casos, para que as investigações não sejam prejudicadas, são expedidos mandados de prisão e as investigações seguem seu rumo e o desfecho seria o esperado.
Aí, mora o X da questão.
Quando tudo está andando, as provas estão se encaixando com a verdade Real, as declarações colhidas batendo entre os informantes e tudo indo de vento em polpa.
Vem um Delegado, um Promotor, um Advogado e comentaristas policiais das emissoras e iniciam a uma série de declarações, entrevistas, debates e começam a despertar a fúria que habita dentro de criminosos astutos.
Estes, por sua vez, tem que de uma forma ou de outra se esquivarem das acusações que lhes foram imputadas. E o que fazer ?
Ora, se eu sou um criminoso e estão me acusando, o primeiro passo é ser conhecedor de tais acusações e nega-las. Sejam quais forem, eu as negarei até a morte.
Em seguida, todo criminoso procura as testemunhas e pedem para que elas mintam, ou simplesmente omitam os fatos para que ele, o criminoso, possa ser inocentado.
Alguns, vão ao local do crime e alteram o mesmo para contaminar as evidências, isso ocorreu nos casos que eu citei no inicio como também no caso da menina Isabela Nardoni, onde tentaram confundir a perícia adulterando o local, lavando com água sanitária.
Por mais esperto que seja o Delegado, ele já passou para o suposto criminoso, todos os meios para que ele possa montar sua tática de defesa, de uma forma totalmente fora do normal, pois o correto seria um Advogado acompanhar o inquérito policial e dar todas as dicas para o seu cliente. Em alguns casos, o acusado, poderá facultar-se de contratar um Perito Particular, para desde já, começar a indagar as provas levantadas no decorrer das investigações.
E por uma questão pessoal, por motivos próprios ou até mesmo por pressão da mídia, tudo vai de água a baixo, todo esforço do "Estado", torna-se promíscuo no que diz respeito ao sigilo investigativo, a segurança da informação e outros preceitos que deveriam ser observados. E logo o esforço tem de ser dobrado para que tudo seja refeito com os critérios que deveriam ser adotados antes.
Aprendamos com os falastrões a sermos mais sigilosos no que tange uma série de coisas em nossas vidas e assim, tudo fluirá com mais credibilidade.
O segredo está na SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO.
Josecler Alair
30/07/2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
DECÁLOGO DO PEDÓFILO
1- Passar o maior tempo possível com a criança;
2- Ser amável e simpático e tocar-lhe "acidentalmente";
3- Procurar crianças com pouca supervisão dos pais;
4- O ideal é uma criança proveniente de uma família dificil e desagregada, que busque apoio;
5- Escolher uma criança sem amigos e dizer-se seu amigo;
6- Procurar uma criança que tema seus pais, pois ela fica contente por sentir-se protegida;
7- Usar o amor como isca e evitar as ameaçãs enquanto for possível;
8- Mostrar-se interessado pelo bem-estar da criança;
9- Assegurar-se de que não há ninguém por perto e convencer a criança de que tudo está bem e nada de mal irá lhe acontecer;
10- Dizer que o que está acontecendo é lícito e, se não conseguir convencer, então ameaçar e intimidar.
Uma pesquisa feita em 1989 na Universidade de Chicago, teve como síntese esse decálogo a partir das respostas dadas por vinte pedófilos.
Texto extraído do livro: Pedofilia - aspectos psicologicos e penais- Prof. Jorge Trindade e Ricardo Breier.
2ª Edição
2- Ser amável e simpático e tocar-lhe "acidentalmente";
3- Procurar crianças com pouca supervisão dos pais;
4- O ideal é uma criança proveniente de uma família dificil e desagregada, que busque apoio;
5- Escolher uma criança sem amigos e dizer-se seu amigo;
6- Procurar uma criança que tema seus pais, pois ela fica contente por sentir-se protegida;
7- Usar o amor como isca e evitar as ameaçãs enquanto for possível;
8- Mostrar-se interessado pelo bem-estar da criança;
9- Assegurar-se de que não há ninguém por perto e convencer a criança de que tudo está bem e nada de mal irá lhe acontecer;
10- Dizer que o que está acontecendo é lícito e, se não conseguir convencer, então ameaçar e intimidar.
Uma pesquisa feita em 1989 na Universidade de Chicago, teve como síntese esse decálogo a partir das respostas dadas por vinte pedófilos.
Texto extraído do livro: Pedofilia - aspectos psicologicos e penais- Prof. Jorge Trindade e Ricardo Breier.
2ª Edição
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Pedofilia, Crime ou Doença?

Na escola passamos por várias matérias, dentre tantas uma me chama a atenção, a Geografia. Quando tal matéria nos é apresentada temos de olhar para um mapa e para nos situarmos é preciso que criemos linhas imaginárias, como Meridiano de Greenwich, equador, trópicos de câncer e de capricórnio dentre outras.
Tudo é delimitado, calculado e nomeado dentro de um alinha e outra e todas imaginárias.
No caso específico da Pedofilia eu também submeto uma linha imaginária e em torno desta linha coloco algumas indagações.
A pedofilia é uma coisa recente?
Só homens cometem?
O que é preciso para ser pedófilo?
Como saber quem é e quem não é?
Isso é Crime? É doença?
Como estudante universitário, participo de palestras, cursos, conversas informais, leio matérias em jornais e revistas e todos os meios de comunicação, todas as pessoas permanecem com a mania de falar o que ouvem, de escrever o que o povo quer ler, o que vende jornal e eu ainda não vi ninguém parar para analisar o caso ao pé da letra.
No dicionário Aurélio, encontra-se:
Pedofilia
s.f. Atração sexual de um adulto por crianças.
A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια (paidophilia) onde παις (pais, "criança") e φιλια (philia, "amizade", "afinidade", "amor", "afeição", "atração", "atração ou afinidade patológica" ou "tendência patológica". É também chamada de “paedophilia”.
Nesse momento usamos a primeira linha, como se fosse um meridiano, que já nos norteia em meio a tanta confusão apresentada até aqui.
Buscaremos então uma segunda linha, para delimitar os nossos conhecimentos já obtidos com a finalidade de não perdermos ele de vista confrontando o que nos diz o Aurélio com o que pensa a Organização Mundial de Saúde
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto e também como um desvio sexual.
Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos" (Croce, 1995).
Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), item F65.4, define a pedofilia como "Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes".
Acabamos então de ligar duas linhas, chamadas de linhas imaginárias de raciocínio lógico para o desenvolvimento de nossa ideia.
Conhecemos a palavra na sua raíz e sabemos o que pensam os especialistas. De posse dessas duas informações, cabe a mim usar de um pouco de criatividade para expor a centralidade subjetiva do tema.
Sendo criativo, podemos utilizar de uma imagem conhecida de todos para representarmos o Pedófilo.
Ainda não consegui imaginar uma figura mais ilustrativa do que o nosso bom velhinho Papai Noel.
Um velhindo bom, que gosta de crianças, dá presentes, acaricia, coloca as crianças sentadas em seu colo, diz para serem bons meninos e meninas. Quando vê uma criança logo chama para perto.
Não faz gestos bruscos, não grita, não obriga a criança a nada, um puritano respeitador. Nunca se viu um papai noel com um jovem de 17 anos no colo, pois este, psicologicamente não pode ser manipulado pela imagem do bom velhinho.
Nota-se que nos últimos anos, pedófilos estão se aproveitando das contratações dos shoppings nos finais de ano para se aproximar de crianças. Denúncia esta feita através de jornais e revistas, como na revista Veja em 11 de Dezembro de 2009 e o site www.g1.com.br em 23 de Novembro de 2009 .
Nota do autor: “A ideia comparativa surgiu em sala de aula em um curso de capacitação em abuso sexual e pedofilia, feito por mim e mais uma turma de quase 40 alunos e alunas no final do ano de 2009 na cidade do Rio de Janeiro”.
Prossigamos agora para mais uma linha de nosso mapeamento sobre o tema, essa terceira linha está alocada no condicionamento jurídico.
A lei brasileira não possui o tipo penal "pedofilia".
Há outros crimes que são ligados, configurados e trazem uma conotação carregada que leva (no meu entendimento) a errônea comparação com a pedofilia, dentre eles está a Pornografia infantil.
Por não haver um tipo penal específico, todos os atos parecidos, foram enquadrados como contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente no crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) com pena de oito a quinze anos de reclusão e considerados crimes hediondos.
É neste momento que as linhas se embaralham e eu já não sei por qual ângulo observar o tema. Pois vimos no inicio que a pedofilia é uma doença, um disturbio e agora vimos que no Brasil não existe o crime de Pedofilia. Como fazer para chegarmos a um comum acordo?
Foi então, que uma sábia professora em um outro curso que eu fiz no ano de 2010, também na cidade do Rio de Janeiro, com uma simples aula de mais ou menos três horas de duração me fez enxergar o óbivio.
Pedofilia é doença e segundo o código penal o Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Entendi eu que o que é crime não seria a Pedofilia em si, mas o ABUSO SEXUAL, praticado em sua grande maioria por Pedófilos que transpondo a linha imaginária da doença passavam a cometer crimes como os comentados acima, se encaixando atualmente no estupro de vulnerável art. 217-A do Código Penal.
Conversando com uma psicologa sobre o assunto, chegamos ao entendimento que o agente não pode ser taxado isoladamente como pedofilo, ele precisaria ser submetido a uma série de exames para ver se ele é um pedófilo ou um abusador.
Pois há possibilidades reais de uma pessoa ser pedófilo a vida inteira, sem transpor a linha imaginária e chegar a praticar qualquer ato abusivo.
O desejo é subjetivo e pode de uma forma ou de outra, ser controlado pelo agente. Quando não há esse controle, surje então a figura monstruosa do ABUSADOR e este sim, comete crime e deve ser isolado da sociedade que ele fezs e poderá fazer um mal maior.
Pode uma pessoa ser pedófilo e vida inteira e nuca chegar a ser abusador, como também pode um abusador nunca ter sido pedófilo.
Há outras discussões a respeito do tratamento que deve ser submetido o abusador, pois em se tratando de um problema psicológico, mental, não há possibilidade de arrependimento. Cabendo ainda a conclusão vital de que por mais que ele passe a vida toda preso, ele ainda assim seria um abusador.
Existe ex assaltante, ex sequestrador, mas nunca poderia existir um ex abusador.
Concluindo esse emaranhado de linhas imaginárias podemos então traçar o mapa da situação e de uma forma bem real, aprofundarmos com afíncuo no asunto para que possamos difundir o protecionismo as crianças indefesas. Buscamos alertar aos nossos parentes, visinhos e amigos e assim sendo, afastar ao máximo tanto o pedófilo, como o abusador das redondesas de nossas casas.
Tudo é delimitado, calculado e nomeado dentro de um alinha e outra e todas imaginárias.
No caso específico da Pedofilia eu também submeto uma linha imaginária e em torno desta linha coloco algumas indagações.
A pedofilia é uma coisa recente?
Só homens cometem?
O que é preciso para ser pedófilo?
Como saber quem é e quem não é?
Isso é Crime? É doença?
Como estudante universitário, participo de palestras, cursos, conversas informais, leio matérias em jornais e revistas e todos os meios de comunicação, todas as pessoas permanecem com a mania de falar o que ouvem, de escrever o que o povo quer ler, o que vende jornal e eu ainda não vi ninguém parar para analisar o caso ao pé da letra.
No dicionário Aurélio, encontra-se:
Pedofilia
s.f. Atração sexual de um adulto por crianças.
A palavra pedofilia vem do grego παιδοφιλια (paidophilia) onde παις (pais, "criança") e φιλια (philia, "amizade", "afinidade", "amor", "afeição", "atração", "atração ou afinidade patológica" ou "tendência patológica". É também chamada de “paedophilia”.
Nesse momento usamos a primeira linha, como se fosse um meridiano, que já nos norteia em meio a tanta confusão apresentada até aqui.
Buscaremos então uma segunda linha, para delimitar os nossos conhecimentos já obtidos com a finalidade de não perdermos ele de vista confrontando o que nos diz o Aurélio com o que pensa a Organização Mundial de Saúde
Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto e também como um desvio sexual.
Pedofilia é o desvio sexual "caracterizado pela atração por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de atos libidinosos" (Croce, 1995).
Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS), item F65.4, define a pedofilia como "Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, meninas ou de crianças de um ou do outro sexo, geralmente pré-púberes".
Acabamos então de ligar duas linhas, chamadas de linhas imaginárias de raciocínio lógico para o desenvolvimento de nossa ideia.
Conhecemos a palavra na sua raíz e sabemos o que pensam os especialistas. De posse dessas duas informações, cabe a mim usar de um pouco de criatividade para expor a centralidade subjetiva do tema.
Sendo criativo, podemos utilizar de uma imagem conhecida de todos para representarmos o Pedófilo.
Ainda não consegui imaginar uma figura mais ilustrativa do que o nosso bom velhinho Papai Noel.
Um velhindo bom, que gosta de crianças, dá presentes, acaricia, coloca as crianças sentadas em seu colo, diz para serem bons meninos e meninas. Quando vê uma criança logo chama para perto.
Não faz gestos bruscos, não grita, não obriga a criança a nada, um puritano respeitador. Nunca se viu um papai noel com um jovem de 17 anos no colo, pois este, psicologicamente não pode ser manipulado pela imagem do bom velhinho.
Nota-se que nos últimos anos, pedófilos estão se aproveitando das contratações dos shoppings nos finais de ano para se aproximar de crianças. Denúncia esta feita através de jornais e revistas, como na revista Veja em 11 de Dezembro de 2009 e o site www.g1.com.br em 23 de Novembro de 2009 .
Nota do autor: “A ideia comparativa surgiu em sala de aula em um curso de capacitação em abuso sexual e pedofilia, feito por mim e mais uma turma de quase 40 alunos e alunas no final do ano de 2009 na cidade do Rio de Janeiro”.
Prossigamos agora para mais uma linha de nosso mapeamento sobre o tema, essa terceira linha está alocada no condicionamento jurídico.
A lei brasileira não possui o tipo penal "pedofilia".
Há outros crimes que são ligados, configurados e trazem uma conotação carregada que leva (no meu entendimento) a errônea comparação com a pedofilia, dentre eles está a Pornografia infantil.
Por não haver um tipo penal específico, todos os atos parecidos, foram enquadrados como contato sexual entre crianças e adultos, se enquadra juridicamente no crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) com pena de oito a quinze anos de reclusão e considerados crimes hediondos.
É neste momento que as linhas se embaralham e eu já não sei por qual ângulo observar o tema. Pois vimos no inicio que a pedofilia é uma doença, um disturbio e agora vimos que no Brasil não existe o crime de Pedofilia. Como fazer para chegarmos a um comum acordo?
Foi então, que uma sábia professora em um outro curso que eu fiz no ano de 2010, também na cidade do Rio de Janeiro, com uma simples aula de mais ou menos três horas de duração me fez enxergar o óbivio.
Pedofilia é doença e segundo o código penal o Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Entendi eu que o que é crime não seria a Pedofilia em si, mas o ABUSO SEXUAL, praticado em sua grande maioria por Pedófilos que transpondo a linha imaginária da doença passavam a cometer crimes como os comentados acima, se encaixando atualmente no estupro de vulnerável art. 217-A do Código Penal.
Conversando com uma psicologa sobre o assunto, chegamos ao entendimento que o agente não pode ser taxado isoladamente como pedofilo, ele precisaria ser submetido a uma série de exames para ver se ele é um pedófilo ou um abusador.
Pois há possibilidades reais de uma pessoa ser pedófilo a vida inteira, sem transpor a linha imaginária e chegar a praticar qualquer ato abusivo.
O desejo é subjetivo e pode de uma forma ou de outra, ser controlado pelo agente. Quando não há esse controle, surje então a figura monstruosa do ABUSADOR e este sim, comete crime e deve ser isolado da sociedade que ele fezs e poderá fazer um mal maior.
Pode uma pessoa ser pedófilo e vida inteira e nuca chegar a ser abusador, como também pode um abusador nunca ter sido pedófilo.
Há outras discussões a respeito do tratamento que deve ser submetido o abusador, pois em se tratando de um problema psicológico, mental, não há possibilidade de arrependimento. Cabendo ainda a conclusão vital de que por mais que ele passe a vida toda preso, ele ainda assim seria um abusador.
Existe ex assaltante, ex sequestrador, mas nunca poderia existir um ex abusador.
Concluindo esse emaranhado de linhas imaginárias podemos então traçar o mapa da situação e de uma forma bem real, aprofundarmos com afíncuo no asunto para que possamos difundir o protecionismo as crianças indefesas. Buscamos alertar aos nossos parentes, visinhos e amigos e assim sendo, afastar ao máximo tanto o pedófilo, como o abusador das redondesas de nossas casas.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
2º Seminário de Criminologia e Segurança pública.

Participei nos dias, 17, 18 e 19 de Maio de 2010, do 2º Seminário de Criminologia e Segurança Pública em um auditório da EMERJ/TJRJ.
Três dias de debates, palestras, perguntas, tudo voltado para a criminologia e a segurança pública. Várias autoridades se fizeram presentes. Pessoas de várias esferas da sociedade, das polícias, do terceiro setor, do governo e dentre eles, EU, um mero curioso, que entrei com o propósito de ouvir e sair, participar por participar, ter horas estágio na faculdade, sem compromisso com nada nem ninguem.
No primeiro dia, já formam-se os grupinhos, pessoas que com as afinidades afloradas reunen-se para conversarem durante as pausas do evento, comentarem alguma colocação dos expositores, eu como não sou diferente de ninguém, logo encontrei a minha "panelinha" e sentamos na segunda fileira. Gosto de sentar na frente para ouvir melhor, ver melhor e entender melhor. Na fileira da frente, estavam sentados autoridades e os organizadores do evento. Puxei conversa, me inteirei da idéia principal do evento, mobilizei contatos, e pude aos poucos ouvir as colocações de cada um sobre temas extraordinários.
Segundo dia, atenção fixada nos expositores e ao ser entregue o microfone para o Tenente Coronel IBES, da Escola Superior da Policia Militar, o relógio parou, a respiração findou-se, pois como se não me bastasse estar gostando dos outros palestrantes, vem este senhor e faz uma analogia da criminologia atual com os preceitos mostrados por Fiodór Dostoiévisk no livro Crime e Castigo. Mostrando e comparando a figura do personagem principal do livro, Raskolnikov, com um criminoso atual. Só alí eu já poderia ter saído em direção a minha mediocre vida rotineira, pois já havia ganhando o dia. Logo em uma resposta a um dos participantes, elencou ele os pontos que deveriam ser realçados na imagem da justiça: Uma mulher cega (ou com os olhos vendados), sentada e com uma espada no colo. Fato esse que arrancou lágrimas da platéia, inclusive da mediadora uma Promotora de Justiça.
Terceiro dia, uma palestra do Secretário Nacional de Segurança Pública. Confesso aos senhores e as senhoras, que eu nunca havia ouvido tanta sabedoria e conhecimento em se tratando de realismo nas políticas de segurança pública.
Saí do evento, com a alma regozijante de cultura, sabedoria, amadurecimento acadêmico e pasmem: Com o desejo de ao terminar minha graduação em meiados do ano que vem, iniciar o curso de Direito, dando ênfase no estudo da Criminologia.
Até o próximo evento...
Três dias de debates, palestras, perguntas, tudo voltado para a criminologia e a segurança pública. Várias autoridades se fizeram presentes. Pessoas de várias esferas da sociedade, das polícias, do terceiro setor, do governo e dentre eles, EU, um mero curioso, que entrei com o propósito de ouvir e sair, participar por participar, ter horas estágio na faculdade, sem compromisso com nada nem ninguem.
No primeiro dia, já formam-se os grupinhos, pessoas que com as afinidades afloradas reunen-se para conversarem durante as pausas do evento, comentarem alguma colocação dos expositores, eu como não sou diferente de ninguém, logo encontrei a minha "panelinha" e sentamos na segunda fileira. Gosto de sentar na frente para ouvir melhor, ver melhor e entender melhor. Na fileira da frente, estavam sentados autoridades e os organizadores do evento. Puxei conversa, me inteirei da idéia principal do evento, mobilizei contatos, e pude aos poucos ouvir as colocações de cada um sobre temas extraordinários.
Segundo dia, atenção fixada nos expositores e ao ser entregue o microfone para o Tenente Coronel IBES, da Escola Superior da Policia Militar, o relógio parou, a respiração findou-se, pois como se não me bastasse estar gostando dos outros palestrantes, vem este senhor e faz uma analogia da criminologia atual com os preceitos mostrados por Fiodór Dostoiévisk no livro Crime e Castigo. Mostrando e comparando a figura do personagem principal do livro, Raskolnikov, com um criminoso atual. Só alí eu já poderia ter saído em direção a minha mediocre vida rotineira, pois já havia ganhando o dia. Logo em uma resposta a um dos participantes, elencou ele os pontos que deveriam ser realçados na imagem da justiça: Uma mulher cega (ou com os olhos vendados), sentada e com uma espada no colo. Fato esse que arrancou lágrimas da platéia, inclusive da mediadora uma Promotora de Justiça.
Terceiro dia, uma palestra do Secretário Nacional de Segurança Pública. Confesso aos senhores e as senhoras, que eu nunca havia ouvido tanta sabedoria e conhecimento em se tratando de realismo nas políticas de segurança pública.
Saí do evento, com a alma regozijante de cultura, sabedoria, amadurecimento acadêmico e pasmem: Com o desejo de ao terminar minha graduação em meiados do ano que vem, iniciar o curso de Direito, dando ênfase no estudo da Criminologia.
Até o próximo evento...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Assalto
Andando pelas ruas do Rio de Janeiro a sensação de insegurança é notada a cada passo que se dá.
Mesmo estando no meio de uma multidão, ninguem "compra" a briga de ninguem.
Eu aconselho a que ninguem deixe de viver, ninguem deixe de sair, mas que ao sair, tenham em mente que a diversão pode ter um preço a ser pago. Essa colocação pode ser traduzida de várias formas, porém, quero eu falar sobre a violência de uma forma em geral.
Sabado de madrugada, estava eu nos Arcos da Lapa, ponto turístico do Rio, quando ao parar em um local (deserto em termos), fui abordado por dois indivíduos. Abordagem simples e direta: " Ae tio, boa noite, (aperto de mão), Paga uma parada pra nois comer que nois tá no maior rango". Logo, como todas as pessoas, eu disse que não tinha dinheiro e o papo se estendeu: " Ae, a situação tá feia, eu to desempregado, saí de casa hoje boladão, meti duas faca na cintura pra poder meter um assalto em alguem. Meu amigo tá com um "treisoitão" na cintura pra me dar cobertura caso voce tentar fugir, gritar ou chamar os "homi". Eu já to fudido mesmo, se me prenderem, vai ser só mais uma vez, se eu matar alguem, vai ser só mais um, eu não tenho nada pra perder, já voce não, deve ter emprego, familia e eu acho que isso deve valer mais do que seu aparelho e seu dinheiro né? Então, cala a boca, passa tudo que voce tem aí e se tentar fazer qualquer gracinha eu mando meu amigo te metar bala aqui mesmo no meio da rua".
Nota-se que nesse momento, ninguem me viu, ninguem olha para o lado, não passa uma viatura da policia, parece que tudo se finda alí. Mil e uma coisas passou pela minha cabeça, à saber: Gritar, correr, dar um soco na cara de um deles, jogar um na frente de um carro, mas nada disso acontece. Uma sensação de impotência tomou conta de meu ser e por mais que eu quisesse, a única forma de sair ileso era entregar o que tinha.
Como um filme, imaginei meu corpo caído na rua com a barriga aberta por uma facada, imaginei minha perna estourado por um tiro na panturrilha, imaginei minha familia chorando e eu em uma maca de hospital e como em um estalar de dedos,entreguei o que eles queriam.
Logo após a sensação de impotência, veio a sensação de ser ou de ter sido um verdadeiro idiota. E se eles não estivessem armados nada? Se me levaram só na sugestão?
Mesmo assim, eu entreguei, com vontade de reagir, não moví um dedo para contrariar e graças a esse ato de covardia é que hoje eu estou aqui para poder contar com riqueza de detalhes o fato ocorrido.
Minha família está tranquila, meu emprego ainda me proporcionará uma oportunidade de comprar outro aparelho de telefone e o mais importante de tudo, A EXPERIÊNCIA VIVIDA, coisa que ninguem roubará de mim jamais. E é essa experiência que eu quero dividir com você.
Não tente reagir, pois num piscar de olhos, você poderá perder o seu bem mais precioso, A VIDA.
Fica a dica...
Mesmo estando no meio de uma multidão, ninguem "compra" a briga de ninguem.
Eu aconselho a que ninguem deixe de viver, ninguem deixe de sair, mas que ao sair, tenham em mente que a diversão pode ter um preço a ser pago. Essa colocação pode ser traduzida de várias formas, porém, quero eu falar sobre a violência de uma forma em geral.
Sabado de madrugada, estava eu nos Arcos da Lapa, ponto turístico do Rio, quando ao parar em um local (deserto em termos), fui abordado por dois indivíduos. Abordagem simples e direta: " Ae tio, boa noite, (aperto de mão), Paga uma parada pra nois comer que nois tá no maior rango". Logo, como todas as pessoas, eu disse que não tinha dinheiro e o papo se estendeu: " Ae, a situação tá feia, eu to desempregado, saí de casa hoje boladão, meti duas faca na cintura pra poder meter um assalto em alguem. Meu amigo tá com um "treisoitão" na cintura pra me dar cobertura caso voce tentar fugir, gritar ou chamar os "homi". Eu já to fudido mesmo, se me prenderem, vai ser só mais uma vez, se eu matar alguem, vai ser só mais um, eu não tenho nada pra perder, já voce não, deve ter emprego, familia e eu acho que isso deve valer mais do que seu aparelho e seu dinheiro né? Então, cala a boca, passa tudo que voce tem aí e se tentar fazer qualquer gracinha eu mando meu amigo te metar bala aqui mesmo no meio da rua".
Nota-se que nesse momento, ninguem me viu, ninguem olha para o lado, não passa uma viatura da policia, parece que tudo se finda alí. Mil e uma coisas passou pela minha cabeça, à saber: Gritar, correr, dar um soco na cara de um deles, jogar um na frente de um carro, mas nada disso acontece. Uma sensação de impotência tomou conta de meu ser e por mais que eu quisesse, a única forma de sair ileso era entregar o que tinha.
Como um filme, imaginei meu corpo caído na rua com a barriga aberta por uma facada, imaginei minha perna estourado por um tiro na panturrilha, imaginei minha familia chorando e eu em uma maca de hospital e como em um estalar de dedos,entreguei o que eles queriam.
Logo após a sensação de impotência, veio a sensação de ser ou de ter sido um verdadeiro idiota. E se eles não estivessem armados nada? Se me levaram só na sugestão?
Mesmo assim, eu entreguei, com vontade de reagir, não moví um dedo para contrariar e graças a esse ato de covardia é que hoje eu estou aqui para poder contar com riqueza de detalhes o fato ocorrido.
Minha família está tranquila, meu emprego ainda me proporcionará uma oportunidade de comprar outro aparelho de telefone e o mais importante de tudo, A EXPERIÊNCIA VIVIDA, coisa que ninguem roubará de mim jamais. E é essa experiência que eu quero dividir com você.
Não tente reagir, pois num piscar de olhos, você poderá perder o seu bem mais precioso, A VIDA.
Fica a dica...
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