quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

“Então é Natal, e o que você fez?”






                   Chegamos ao final de mais um ano, cristãos do mundo todo comemoram o Natal, mas tem uma coisa que sempre me chamou a atenção em meio a essa comemoração.

O AMIGO OCULTO

                    Todo final de ano reunimos as nossas famílias, os colegas de trabalho e escola para nossa confraternização e sempre há o famoso e esperado amigo oculto. Todos vão às compras em busca de uma lembrança para agradar a pessoa a quem “tiramos” no sorteio.
Então começo a ponderar sobe o amigo oculto:

                        Nem sempre somos íntimos de todos que fazem parte da brincadeira. Já vi pessoas que tiram um nome e depois buscam seus colegas para trocarem, por questões pessoais.
A compra do presente ou da lembrança é quase um sacrifício para alguns, estes vão deixando para em cima da hora, para mais perto do dia e aí além de ser corrido compra-se qualquer coisa.
A melhor parte é a descrição do amigo oculto:

           O meu amigo oculto é...  O meu amigo oculto tem... O meu amigo oculto faz...
 
                        E assim damos inúmeras risadas dessas descrições que fazemos dos nossos amigos ocultos. Mas esse ritual anual vai muito além de risos e troca de presentes.
                        Os gestos descritos acima como o de presentear quem não temos intimidade e não conhecemos “tão bem assim” passamos por um aprendizado que nós não levamos em consideração.
Essa brincadeira nos envia uma mensagem muito séria e relevante para nosso crescimento como pessoa e como ser humano.

                         Se analisarmos esses gestos podemos entender que não conhecemos as pessoas e não somos conhecidos delas. Podemos entender que precisamos ser mais unidos, mais amigos, mais íntimos, mais verdadeiros e muitas outras coisas que precisamos ser quando se trata de pessoas, quer gostamos delas ou não.

                        As pessoas passam dias, meses e anos juntas, mas não se conhecem de verdade, não conversam umas com as outras, não se abrem para contar seus sonhos, seus desejos, suas virtudes a até mesmo seus fracassos e dores. Os que estão de fora não conhecem seus colegas de trabalho como seres humanos.
                        Achamos que nossos chefes são maldosos, achamos que nossos pais são super-heróis, que nossos irmãos e amigos são imunes a tudo e deduzimos que só nós somos a parte frágil da sociedade e assim seguimos nossas vidas como numa série da TV chamada  The Walking Dead
onde se vê zumbis e mais zumbis andando pelas ruas.

                        Desejo que deste ano em diante as coisas sejam diferentes, que possamos aprender a conhecer as pessoas que estão a nossa volta, a conhecer nossos familiares na sua essência. Que possamos entender que nossos pais e irmãos também sofrem, também amam, também precisam de carinho.
                        Que nossos colegas de trabalho sejam parte do nosso cotidiano, que possamos nos preocupar mais com quem faz parte do que chamamos de círculo de amizade.

                        Não fiquemos só nos presentes e nas lembrancinhas, mas que sejamos presentes e façamos parte das lembranças das pessoas.

                        Que ao comemorarmos o aniversário de Jesus, possamos conhecer o aniversariante e fazer parte do círculo de amizade dele. Que Jesus não seja só nosso amigo oculto e ao dizermos quem é Jesus tenhamos experiências para contar. Que ao dizermos o que ele faz, tenhamos conhecimento do seu amor e sua paz que habita em nós a ponto de conseguirmos dividir isso com os outros a nossa volta.

               “Então é Natal, e o que você fez?”

Feliz Natal e Próspero Ano Novo
Josecler Alair

Um comentário:

  1. o natal há tempos que perdeu o sentido
    O lugar do nascimento de Cristo foi ocupado pelo consumismo.
    é amigo, vc escreveu belo texto
    Parabéns

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